Medina garante que prédio que roubaria vista à Senhora do Monte não vai ser construído

Presidente da Câmara Municipal de Lisboa prometeu aos deputados municipais que nada vai acontecer ao miradouro, apesar de o município já ter aprovado um pedido de informação prévia do projeto.

Fernando Medina garantiu esta terça-feira, em reunião da Assembleia Municipal, que o projeto para um lote ao lado do Miradouro de Nossa Senhora do Monte, em Lisboa, que ameaçava cortar as vistas de um dos miradouros municipais mais visitados na capital.

"Não aprovaremos nenhum projeto para aquele local que não respeite a integridade do que todos amamos. O miradouro tem características únicas do ponto de vista das vistas sobre a cidade de Lisboa, mas tem, também por isso, um espaço de dimensão afetiva na vida de centenas de milhares de pessoas. Não aprovaremos nada que colida com esse interesse superior da cidade", disse o presidente da Câmara depois de o PSD e o MPT terem feito aprovar recomendações para a preservação das vistas do miradouro e de o Bloco de Esquerda e o CDS terem questionado a autarquia na semana passada sobre o mesmo assunto.

Câmara pode ter de indemnizar proprietários

Para que a construção avance é preciso que a obra seja licenciada, o que ainda não aconteceu e a avaliar pelas palavras do autarca, jamais irá acontecer. No entanto, o facto de a câmara já ter aprovado um pedido de informação prévia (PIP) para a construção de um edifício no topo da Calçada do Monte pode dar aos aos proprietários o direito a pedir uma indemnização à Câmara Municipal de Lisboa.

Seja como for, segundo Medina, o projeto vai ser reavaliado."Iremos reavaliar o PIP que está aprovado, que tem aliás um prazo de validade curto", disse o autarca, que anunciou igualmente que quer negociar com os donos do terreno, que entregaram o Pedido de Informação Prévia (PIP) para este projeto nos serviços de urbanismo da autarquia, em novembro de 2016, ambicionavam a construção do prédio com uma fachada de sete metros.

A construção do edifício causou apreensão junto de alguns residentes da Graça, já que segundo o projeto, o prédio teria a altura total de nove metros e uma altura de fachada de seis metros. Tais ambições foram, no entanto, travadas pela CML.

Veja aqui o discurso e a promessa de Medina na Assembleia Municipal (à uma hora e 20 minutos do vídeo).

Horas mais tarde, o vereador do PSD na Câmara de Lisboa António Prôa partilhou nas redes sociais o documento na íntegra em que se recomenda à CML que não prossiga com o licenciamento do referido efício, Um documento que, diz o social-democrata, foi aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal.

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