Quase mil táxis estacionados entre os Restauradores e a Fontes Pereira de Melo

Também há apoiantes da manifestação que vieram de Madrid.

Pelas 08:30 já há quase mil táxis estacionados na Baixa de Lisboa e o presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT), Carlos Ramos, diz que a manifestação "está a exceder" as expectativas. Os taxistas vão até à Assembleia da República "depois do almoço", caso não haja resposta de quando vão ser recebidos pelos deputados.

Por volta das 08:15 já havia centenas de taxistas na Praça dos Restauradores a exibir camisolas pretas que dizem"#SomosTáxi" e cartazes com a mensagem "a mobilidade exige contingentação".

O presidente da FPT, Carlos Ramos, disse ao DN que o balanço está a ser positivo: "Está a exceder as nossas expectativas, além dos carros que estão parados, já vamos na [Avenida] Fontes Pereira de Melo, não vemos um carro a trabalhar, não houve fura greves", vincou.

A adesão também está a ser "muito boa" no Porto e no Algarve, "dos 440 táxis que o Algarve tem, 220 já estavam estacionados", segundo o dirigente associativo.

A previsão até ao momento "que a polícia faz dá 900, talvez mil carros" e são esperados muito mais.

Sobre a ida à Assembleia da República, Carlos Ramos sublinhou que ainda não há resposta dos partidos com assento parlamentar: "Estamos à espera que nos chamem, comunicamos há mais de dez dias e ainda não nos convidaram, se não nos chamarem vamos lá depois do almoço".

Victor Pereira é um dos taxistas lisboetas que aderiu à manifestação porque acha que a lei que estabelece o regime jurídico da atividade de transporte individual em veículo descaracterizado a partir de plataforma eletrónica (TVDE) não é justa, uma vez que "não está a funcionar com as mesmas regras que os táxis".

O taxista ainda não sabe, contudo, se o protesto vai ter efeitos práticos.

Eu faço a minha parte, manifesto-me", salientou, mas cabe "aos responsáveis do Governo e às proprias federações que representam o taxistas" dialogar.

Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) também garantiu ao DN que por volta das 08:50 o trânsito circulava com normalidade em Lisboa.

Trânsito pode ser reaberto à tarde

A PSP fez um balanço do protesto, seis horas depois do início da concentração dos taxistas. Um balanço considerado positivo, já que "não há incidentes", sublinha o intendente Alexandre Coimbra, relações públicas da Direção Nacional da PSP.

Das três cidades onde estão a decorrer protestos - Lisboa, Porto e Faro - apenas na capital há condicionamentos de trânsito. "Temos um corte parcial, com os taxistas a ocupar uma faixa de cada lado da Avenida da Liberdade, mas estamos a pensar abrir tudo ao trânsito depois do almoço", acrescenta o responsável da PSP.

Neste momento, o trânsito está condicionado, mas não totalmente cortado.