Polícia deteve cinco taxistas por crime de especulação em Lisboa

Cinco taxistas foram detidos em dois dias, em Lisboa, pela Polícia de Segurança Pública (PSP), pelo crime de especulação, e saíram em liberdade depois de notificados para comparecer em tribunal, anunciou hoje aquela força de segurança.

De acordo com a mesma fonte, três das detenções foram efetuadas entre as 09:40 e as 14:20 de hoje, na avenida Duque de Ávila, na avenida Almirante Reis e na rua Cecílio de Sousa, todas em Lisboa.

No sábado, as autoridades tinham detido mais dois taxistas pela prática de crimes idênticos, no transporte de cidadãos estrangeiros, desde a zona de chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, para vários hotéis de Lisboa.

Todos os detidos foram notificados para comparecer em tribunal e saíram em liberdade, segundo a polícia.

O Comando Metropolitano de Lisboa "está a intensificar as operações de fiscalização rodoviária direcionadas para veículos de táxi, vocacionadas para a prevenção deste tipo de ilícito e, simultaneamente, para a redução da sinistralidade rodoviária", segundo um comunicado divulgado hoje pela PSP.

As detenções foram realizadas através de equipas de polícias da Esquadra de Trânsito da Divisão de Segurança Aeroportuária, no âmbito da sua atividade operacional.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?