Metro de Lisboa: avarias são sabotagem? Polícia Judiciária investiga

Inspetores da Unidade Nacional de Contraterrorismo estiveram na quinta-feira e esta sexta nas oficinas da empresa na Pontinha

A Polícia Judiciária esteve esta quinta e sexta-feira nas oficinas do metro de Lisboa a recolher elementos e a realizar perícias em carruagens que apresentaram problemas durante a circulação por suspeitas de sabotagem no material circulante. De acordo com a revista Sábado este terá sido o início de uma investigação da Unidade Nacional de Contraterrorismo.

A deslocação dos inspetores às instalações da empresa na Pontinha (Amadora) estará inserida numa fase inicial das investigações.

Questionada pelo DN sobre a presença da PJ nas suas instalações os responsáveis do metro adiantaram: "O Metropolitano de Lisboa, por política interna, não comenta assuntos relacionados com questões que envolvam a Segurança dos seus Clientes, Trabalhadores e Instalações."

Desde segunda-feira a circulação na linha Verde do metro - que liga Telheiras ao Cais do Sodré - esteve interrompida por três ocasiões, sendo que na terça-feira essa paralisação durou cerca de duas horas. Já no passado sábado (dia 24) tinha ocorrido uma avaria na Linha Vermelha - entre S. Sebastião e o Aeroporto - os passageiros tiveram de abandonar a carruagem antes de chegarem à estação que serve o aeroporto Humberto Delgado e foram a pé pela linha.

Ao DN num comentário sobre estas constantes avarias, a administração do Metro explicou que a avaria detetada no dia 26 na linha Verde foi "uma deficiência no sistema pneumático de uma carruagem que resultou na ativação do sistema de travagem do comboio, sistema de segurança inerente à própria carruagem". Acrescentou que "as avarias de material circulante são realidades operacionais com que o Metropolitano de Lisboa se defronta, numa vasta frota de 333 carruagens".

A empresa garantiu que se encontra "a cumprir os níveis de disponibilidade do material circulante nos termos planeados no plano de recuperação. Das 11 Unidades Triplas, apenas 9, se encontram imobilizadas para reparação, aguardando reparação. Prevemos chegar ao fim de 2018 somente com 5 ou 6 unidades imobilizadas e no início do próximo ano esperamos ter uma adaptação quase total da oferta à procura".

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