Madonna dá-se mal com o estacionamento. Já teve problemas em Nova Iorque e Londres

Cantora colocou sinalização ilegal junto à sua casa em Manhattan e colecionou multas na capital inglesa

Para onde quer que vá, Madonna parece ter problemas em estacionar as suas viaturas. Em 2018, o acordo com a Câmara de Lisboa para aparcar os seus carros está a gerar críticas em Portugal, mas em 2016 nos Estados Unidos e em 2005 na Inglaterra a cantora norte-americana já tinha vivido situações que motivaram queixas de vizinhos e a intervenção das autoridades.

Em abril de 2016, a norte-americana foi obrigada a remover placas com a inscrição "Proibido estacionar" que ilegalmente tinha colocado em frente a uma sua propriedade em Manhattan. Na sequência da queixa de um vizinho, o Departamento de Transportes de Nova Iorque notificou, na altura, a cantora para retirar as placas em 30 dias ou seria sujeita a multa. Quando faltavam apenas dois dias para o final do prazo, as placas e também uma linha amarela pintada no chão desapareceram.

Mas Madonna ainda foi para as redes sociais em jeito de crítica aos vizinhos. "Se as pessoas estacionarem na frente, eu não posso entrar na minha garagem! Então, desculpem, a cidade não gosta da cor amarela! Vamos pintar um cinza opaco para manter os vizinhos felizes! Estou a rezar mais três Avé Maria nesta Páscoa por essa transgressão!", escreveu em tom irónico.

Nas placas colocadas em frente ao edifício de quatro andares, que terá custado mais de 35 milhões de euros, Madonna escreveu o aviso de que os veículos que ali estacionassem seriam rebocados, o que seria ilegal, como na altura confirmou o Departamento de Transportes de Nova Iorque, já que aqueles lugares eram públicos.

Mais de 50 multas em Londres

Mas a dificuldade com o estacionamento remonta a 2005, quando a estrela da música pop viveu em Londres, no período em que foi casada com o realizador Guy Ritchie. Nesse ano, Madonna ia duas vezes por semana a um ginásio da capital inglesa, recorrendo sempre a uma das suas viaturas com motorista. Enquanto ia praticar o exercício, o motorista ficava dentro do carro estacionado num local proibido.

Os vizinhos contaram que o motorista ficava sempre com o motor do veículo a trabalhar e andaria para trás e para a frente de forma a estar sempre em movimento, o que não impediu, contudo, que as autoridades atuassem. Os agentes da polícia passaram as multas e foram às dezenas, tendo ultrapassado as 50, de acordo com uma notícia do Daily Mail, de setembro de 2005. O total a pagar rondaria os 3000 euros.

Madonna fez um acordo com a Câmara de Lisboa para poder utilizar um pátio nas traseiras do Palácio Pombal, na rua das Janelas Verdes. O contrato implica o pagamento de 720 euros por mês e permite à cantora estacionar ali 15 viaturas. A oposição municipal já pediu explicações a Fernando Medina sobre este contrato que foi assinado em janeiro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Adeus, futuro. O fim da intimidade

Pelo facto de dormir no quarto da minha irmã (quase cinco anos mais velha do que eu), tiveram de explicar-me muito cedo por que diabo não a levavam ao hospital (nem sequer ao médico) quando ela gania de tempos a tempos com dores de barriga. Efectivamente, devia ser muito miúda quando a minha mãe me ensinou, entre outras coisas, aquela palavra comprida e feia - "menstruação" - que separava uma simples miúda de uma "mulherzinha" (e nada podia ser mais assustador). Mas tão depressa ma fez ouvir com todas as sílabas como me ordenou que a calasse, porque dizia respeito a um assunto íntimo que não era suposto entrar em conversas, muito menos se fossem com rapazes. (E até me lembro de ter levado uma sapatada na semana seguinte por estar a dizer ao meu irmão para que servia uma embalagem de Modess que ele vira no armário da casa de banho.)