Andar em Lisboa ao cêntimo? Conheça as melhores opções

Seja de carro, scooter, bicicleta ou até de trotinete, são cada vez mais as opções de deslocação na capital. As opções variam, assim como os preços

Se saiu à rua em Lisboa na manhã desta quinta-feira e viu um sem número de trotinetes elétricas em tons de verde, preto e branco, não se surpreenda. Aliás, serão entre 200 a 400 na capital a partir de hoje, cortesia da Lime, empresa que começou a operar em Lisboa com um serviço de transporte partilhado. No dia em que estreia mais uma opção de mobilidade, o DN recorda-lhe as possíveis escolhas para se movimentar nos troços lisboetas.

A Lime, que espera expandir-se a outras cidades como "Porto, Braga, Aveiro e Coimbra, entre outras", disse o CEO Marco Pau, italiano, à DN Insider / Dinheiro Vivo, chega a Portugal depois de já estar a operar em várias cidades europeias.

O custo? Um euro para desbloquear a trotinete e depois 15 cêntimospor minuto. Como utilizar? Instala-se uma aplicação no telemóvel, cria-se uma conta e insere-se um meio de pagamento. Depois, é só encontrar a Lime-S (modelo do veículo) mais próxima e fazer a reserva através da leitura de um código QR. Para fechar a reserva, e de modo a cumprir com o requisito da autarquia de não perturbar a circulação, tira-se uma foto à trotinete no ambiente onde se encontra (algo que não está no vídeo abaixo). Existe uma zona "vermelha" - baixa pombalina e zona do castelo - onde não é possível levantar trotinetes nem fechar reservas. Existem, obviamente, hotspots para levantar e deixar as trotinetes.

É ainda possível ser um "juicer". Isto é, ganhar até 150 euros diários carregando as baterias das trotinetes em casa, mediante o cumprimento de alguns requisitos, como explica a Insider.

Ainda no mercado das trotinetes elétricas, ficou a saber-se recentemente que a portuguesa iomo vai lançar nos próximos tempos um serviço idêntico, até com preços semelhantes aos da Lime, com cerca de 40 trotinetes elétricas.

Mas há mais serviços de transporte partilhados em Lisboa.

Movimento a quatro rodas

A DriveNow, empresa alemã surgida em 2011 que resulta de uma pareceria entre o Grupo BMW e a Sixt rent-a-car, chegou a Portugal em setembro de 2017 e em três meses já tinha registados cerca de 20 mil utilizadores. Em agosto de 2018 e em menos de um ano já tinha ultrapassado as 150 mil viagens, num total de quilómetros equivalente a três idas à Lua. A empresa opera com mais de seis mil automóveis em nove países da Europa e a entrada em solo português foi feita em parceria com a Brisa.

Preços e carros da DriveNow

O registo custa 10 euros e vem com um bónus de 30 minutos, válido por 30 dias.

À disposição estão o BMW i3, BMW Série 1 (ambos a 31 cêntimos por minuto) e três modelos da Mini: 3 portas, 5 portas e Clubman (todos a 29 cêntimos por minuto).

O combustível, seguro e parquímetros estão incluídos e a empresa refere que "só paga os minutos que conduz" e as reservas s​​​​​​ão grátis nos primeiros 15 minutos. No entanto, há em Lisboa uma zona especial - o Aeroporto de Lisboa, onde levantar o carro tem um custo adicional (2,5€).

Existem ainda packs de horas e minutos, para os utilizadores mais frequentes e também poupar mais, e pode ainda consultar as taxas de serviço aqui.

Como utilizar

Descarregue a aplicação e todos os veículos estarão disponíveis 24 horas por dia sem ser necessário reservar dentro da área de operações (ver imagem abaixo). Basta então reservar a viatura mais próxima e, quando chegar ao destino, estacionar em qualquer local de estacionamento público dentro da área de operações.

Concorrência da Emov

Mover-se por Lisboa aos comandos de um Citroën C-Zero é a premissa da Emov (do Grupo PSA), que trouxe para Lisboa o carsharing elétrico. Os 150 carros, 100% elétricos e de quatro lugares, podem ser utilizados por qualquer condutor, através de uma aplicação de smartphone, aparelho a partir do qual se realizam depois todas as ações: desde a reserva do carro até ao fecho depois do uso.

Preços e carros da Emov

O registo custa nove euros.

Como referido, o carro é um Citroën C-Zero, totalmente elétrico.

O preço é competitivo relativamente à concorrência - 21 cêntimos por minuto. Existem tarifas especiais: a diária, para mais de cinco horas, custa 63€ e ir e vir do aeroporto de Lisboa custa 2 euros.

Existem packs de minutos pré-pagos, sendo que quantos mais minutos se adquirem, mais baratos ficam. Por exemplo, 400 minutos fica a 18 cêntimos por minuto e são válidos para um ano.

Como utilizar

Para a inscrição basta ter um cartão de débito ou crédito e carta de condução. Depois é só descarregar a aplicação, preencher o formulário e após breves minutos tem-se acesso a centenas de carros. A empresa refere "liberdade de movimento" e que é possível estacionar-se em qualquer lugar de estacionamento público, dentro da área de serviço (ver foto abaixo), sem qualquer pagamento.

Bicicletas e scooters

As scooters elétricas da eCooltra - cerca de 200 - chegaram a Lisboa em abril de 2017, com uma perspetiva de ajudar nas viagens rápida, simples e com uma perspetiva mais amiga do ambiente. A eCooltra tem mais de 500 mil utilizadores por toda a Europa (a empresa está também presente em Madrid, Barcelona, Roma e Milão).

Preços e modelos

Por 0,24€ por minuto é possível andar em dois modelos: Govecs e Askoll. A empresa refere que se paga apenas os minutos que se usa e que o serviço inclui dois capacetes, toalhitas molhadas, seguro, manutenção e 2 portas USB. Não existe taxa de registo

Como funciona

A empresa diz que a "aplicação é a chave" para se usufruir do serviço e que depois de escolher a mota tem 15 minutos grátis para chegar até à mesma. Caso não encontre a scooter, tem um botão no na app que faz com que o veículo comece a buzinar e a acender as luzes. Depois de utilizar é só estacionar numa zona autorizada e "evitar as multas", porque não existem estações fixas. Veja na imagem abaixo a zona onde pode encontrar scooters da eCooltra.

A EMEL tem a Gira

A Gira, rede de bicicletas partilhadas lisboeta da EMEL, foi desenhada inicialmente para 140 estações e pouco mais de 1400 bicicletas, e funciona de segunda-feira a domingo das 6:00 às 2:00 do dia seguinte. Está a funcionar "a sério" há cerca de um ano e ajuda os lisboetas, ou quem quiser, a deslocar-se nos "60 quilómetros de ciclovias" na cidade de Lisboa, que em breve vão ser "150", segundo o site da Gira. Funciona, como todos os restantes exemplos, através de uma aplicação.

Preços e modelos

Primeiro que tudo, as bicicletas: existem clássicas e elétricas.

Depois, existem três passes, sendo que existem promoções em andamento até ao final de 2018. O passe anual custa 25€, o mensal custa 15€ e o diário custa 2€, sendo que em janeiro de 2019 passa a dez euros.

Também no primeiro dia do próximo ano, na modalidade anual e mensal começam a ser cobrados dez cêntimos (bicicletas clássicas) e vinte cêntimos (elétricas) para viagens até 45 minutos. Excedido o tempo, e até 90 minutos, acresce um euro. Neste último caso, no passe diário, acrescem dois euros.

Este mesmo valor (2€) é cobrado a toda a linha em cada período de 45 minutos após os 90 minutos de viagem.

Como funciona

Mais uma vez, e como já referido, funciona através de aplicação no smartphone. Depois de selecionada a bicicleta, tem-se 15 segundos para retirar a bicicleta da doca ou ela bloqueia. Depois de arrumada a bicicleta na doca seguinte é necessário terminar a viagem na app. A Gira alerta para o facto de se ter em atenção os lugares vagos em cada estação (veja o mapa abaixo) e que essa informação está disponível na app.

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