Agência Portuguesa do Ambiente dá luz verde à ligação de metro Rato-Cais do Sodré

A proposta, que pressupõe outras modificações, deverá significar um investimento de cerca de 210 milhões de euros. Em agosto, a Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa mostrou-se contra o projeto

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu ao Metro de Lisboa uma Declaração de Impacto Ambiental Favorável no que toca à criação de uma linha circular, ou seja, ligar o Rato (linha amarela) ao Cais do Sodré (linha verde).

Assim, a luz verde ao projeto "Prolongamento entre a Estação Rato e a Estação Cais do Sodré, incluindo as Novas Ligações nos Viadutos do Campo Grande" está condicionada, diz a APA, pelo "cumprimento dos termos e condições impostas no documento", refere o Metro de Lisboa.

As obras, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2019, arrancam até ao fim do primeiro semestre de 2019 e consistem "num investimento de 210,2 milhões de euros".

Além do objetivo de criar uma linha circular (que parte do Campo Grande) ao ligar o Rato ao Cais do Sodré, a ideia é que as restantes linhas funcionem como radiais: a linha Amarela de Odivelas a Telheiras, linha Azul (Reboleira - Santa Apolónia) e linha Vermelha (S. Sebastião - Aeroporto).

Em agosto deste ano, a Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa afirmou que a criação de uma linha circular era uma "opção errada" e que iria "degradar" a oferta de transportes públicos no norte da cidade.

A comissão disse ainda que, com o este projeto, "adia-se o prolongamento da rede para as zonas da cidade onde esta faz mais falta - zona ocidental de Lisboa e o prolongamento até Loures". Na altura, a mesma comissão referiu que a ideia prejudica as populações de outas zonas da cidade, como Benfica, S. Domingos de Benfica, Carnide ou Olivais e Marvila, "uma vez que o projeto visa concentrar meios - materiais e humanos - na linha circular, desinvestindo nas futuras linhas radiais".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Saúde

Empresa de anestesista recebeu meio milhão de euros num ano

Há empresas (muitas vezes unipessoais) onde os anestesistas recebem o dobro do oferecido no Serviço Nacional de Saúde para prestarem serviços em hospitais públicos carenciados. Aquilo que a lei prevê como exceção funciona como regra em muitas unidades hospitalares. Ministério diz que médicos tarefeiros são recursos de "última instância" para "garantir a prestação de cuidados de saúde com qualidade a todos os portugueses".