Judy Garland no Teatro Politeama

Os últimos anos da carreira de Judy Garland dão o mote à peça "Judy Garland - O fim do arco-íris", um musical encenado por Filipe La Féria, que se estreia quarta-feira no Teatro Politeama, em Lisboa

A ação do espetáculo começa em dezembro de 1968 quando, a poucos meses da morte na sequência de uma "overdose" de barbitúricos, a atriz se preparava para reaparecer na discoteca londrina Talk of the town.

A interpretar a personagem de Judy Garland - que Filipe La Féria considera a "maior atriz/cantora do século XX" - vai estar a cantora Vanessa, que Filipe La Féria diz ser uma profissional de "grande talento, força de vontade e profissionalismo", de acordo com uma nota do Politeama.

Vanessa vai contracenar assim com Carlos Quintas, no papel do pianista Antonhy, e com Hugo Rendas, que interpretará o papel do último marido de Judy Garland -- Micky Deans -- com quem a antiga protagonista de "O Feiticeiro de Oz" casara três meses antes de morrer.

A peça é do britânico Peter Quilter, traduzida por Felipa Mourato, e foi uma das mais aplaudidas em 2011, em Londres, onde La Féria a viu também no ano passado. Já foi produzida em mais de 30 países e representada em mais de 20 línguas.

A adaptação que agora sobe ao palco do Politeama é de Filipe La Féria e de Helena Rocha.

A orquestra tem direção de Telmo Lopes, coreografia de Inna Lisnyak, direção vocal de Dale Chappel e direção de figurino de Laurinda Farmhouse.

Frances Gumm Ethel, que adotou o nome artístico de Judy Garland, nasceu a 10 de junho de 1922, em Grand Rapids, no Minnesota, no seio de uma família de artistas.

Com menos de três anos pisou o palco pela primeira vez na companhia das duas irmãs -- as Gumm Sisters - com quem, entre 1924 e 1935, fez várias apresentações na rádio e em vários palcos de cidades norte-americanas, até chegar a Los Angeles onde a imprensa a "batizou" como a "voz de ouro e pulmões de cabedal".

Em setembro de 1935 assinou com a Metro-Goldwim Meyer (MGM), tornado-se a maior estrela da época. A fama granjeou-a depois de 1939 quando interpretou Dorothy Gale em "O Feiticeiro de oz", que lhe valeu um Óscar pela canção "Over the rainbow".

"O prémio do teu amor", "Não há como a nossa casa", "As mil apoteoses de Ziegfeld", "Quando danço contigo", "O pirata dos meus sonhos" foram alguns dos musicais em que contracenou com Gene Kelly ou Fred Astaire, entre outros.

Em 1948 começou a decadência da cantora devido à sua dependência de barbitúricos, que lhe provocaram alterações de comportamento e a conduziram à rescisão com a MGM em 1950.

Pouco tempo depois divorciou-se também de Vincente Minnelli, com quem casara em 1945 e com quem tivera a filha Liza Minnelli.

Judy Garland casou-se então com o o produtor Sidney Luft -- de quem virá a ter dois filhos, Lorna e Joseph -- e que foi o responsável pelo seu regresso aos ecrãs com "Assim nasceu uma estrela".

Realizado em 1954 por George Cukor e co-protagonizado com James Mason, este filme valeu a Judy Garland uma nomeação para um Óscar.

Nos anos 1950 e 1960, a atriz apostou numa carreira como cantora, fazendo digressões pelo país.

Em 1963 teve um "show" televisivo com o seu próprio nome que lhe valeu dez nomeações para os Emmys.

Nesta época editou um disco - "Judy Garland em Carnegie Hall"- que rapidamente entrou no "top" de vendas, enquanto a sua interpretação em "O juramento de Nuremberga" lhe torna a valer nomeações para os Óscares em 1962, um ano antes do seu último filme, "Triunfo amargo" (1962).

Em 1965 divorciou-se de Sidney Luft e casou-se com o ator Mark Herron, de quem se separou ao fim de dois anos.

Em 1969, três meses antes de morrer -- a 22 de junho de 1969 - de uma overdose de barbitúricos, casou-se com o empresário Mickey Deans.

Estreada há seis anos na ópera de Sidney, na Austrália, e depois de ter sido encenada em Berlim, Buenos Aires, Madrid e Amesterdão, entre outras cidades, a peça "Judy Garland - O fim do arco-íris" foi premiada como melhor espetáculo, no Festival de Edimburgo, e deverá chegar à Broadway em março.

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