"Romancero gitano" em cena nas Ruínas do Carmo

As ruínas do Convento do Carmo são cenário, entre hoje e dia 23, do espectáculo musical "Romancero gitano", que cruza o fado e o flamenco partindo da obra homónima de Federico Garcia Lorca.

"Este é um espectáculo muito simples, fundamentalmente musical, onde encontrámos sonoridades fadistas, mas o que se realça é o ambiente do Sul", disse à Lusa o encenador, António Pires.

"Chegámos ao fado durante o processo de criação porque há uma lamúria, um lamento constante que atravessa toda a peça e também porque somos portugueses, mas o fado não está lá, é sugerido", explicou.

Para esta "inclinação fadista" tiveram um "importante papel" os músicos Paulo Abelho e João Eleutério (autores da banda sonora) e ainda o acordeonista Gabriel Gomes e a cantora Lula Pena.

António Pires, que assina também a dramaturgia, explicou que a base do espectáculo é o "Romancero gitano" de Lorca, "a que se juntaram peças do teatro da sua juventude, e poemas".

"É uma coisa simples, pessoas a contarem e cantarem histórias em português e espanhol", disse.

António Pires salientou a instalação efémera de João Mendes Ribeiro, que pode ser visitada como elemento autónomo durante o dia "que é habitado por actores à noite".

João Mendes Ribeiro "procurou sugerir um tecto ao colocar um candelabro central que sobe e desce, e bancos de igreja com espaldar", explicou o encenador.

O elenco da peça é constituído por Graciano Dias, João Barbosa, Lula Pena, Gabriel Gomes, Ricardo Aibéo e Rita Loureiro.

Depois de Lisboa, António Pires conta partir em digressão com "Romancero gitano".

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