Fadista Rodrigo Costa Felix apresenta-se em nome próprio

O fadista Rodrigo Costa Felix realiza dia 12 de Dezembro o primeiro concerto em nome próprio em Lisboa, no Teatro Aberto.

Em declarações à Lusa, o fadista afirmou que este é "um momento de estabilidade" que lhe permite "olhar a carreira artística de outra forma".

Costa Felix argumentou que "não estavam ainda reunidas as condições para fazer um espectáculo em nome próprio em Lisboa", apesar de o ter feito noutros locais, como recentemente na Tunísia, onde foi primeira página dos jornais.

"Tive muito boas críticas e, para meu espanto, destacado na primeira página", contou.

No palco da Sala Azul do Teatro Aberto, o fadista irá apresentar essencialmente o seu último álbum, "Fados d'Alma" acompanhado à guitarra portuguesa por Mário Pacheco e Marta Pereira da Costa, na viola por Pedro Pinhal e no contrabaixo por Rodrigo Serrão.

"O concerto vai ser à volta do disco, que é o meu primeiro álbum, mas não exclusivamente. Incluirei novidades, temas inéditos e alguns que recupero de álbuns anteriores" em que participou com outros artistas, disse.

Entre os temas novos há poemas de Ana Vidal e Tiago Torres da Silva, além de um de sua autoria.

"Eu escrever, não é novidade, faço-o desde o primeiro álbum, 'Alma nova', em 1995, por acaso há um tema meu que é musicado por [José] Fontes Rocha que estou a pensar convidar para uma participação especial neste espectáculo", adiantou.

A escolha da sala da Praça de Espanha foi uma opção "pela logística: tem estacionamento e transportes, e por ser uma sala de média dimensão".

"Tinha de escolher uma sala de acordo com a minha posição no meio do fado, apesar de cantar há quase 20 anos", disse.

Rodrigo Costa Felix começou a cantara aos 17 anos no restaurante S. Caetano, à Lapa, seguindo-se a Taverna do Embuçado, em Alfama.

O cantor, que actualmente integra o elenco do Clube do Fado, à Sé, em Lisboa, afirmou que "o percurso das casa de fado é essencial, é uma aprendizagem e quando não é feito isso nota-se".

"Quando um fadista salta directamente para os grandes palcos, nota-se de imediato, falta ali qualquer coisa, nota-se falta convivência, experiência, conhecimento, traquejo", argumentou.

Referindo-se ao fado, afirmou que, "tal como a economia, este desenvolve-se em W, e nesta altura está em alta", mas a vontade de se apresentar agora em nome próprio "nada tem a ver com este contexto, mas é antes uma decisão pessoal".

"Este foi o momento na minha vida que achei que era o ideal, e por ter reunido as condições que considero essenciais", rematou.

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