De volta aos palcos portugueses

Desde Novembro que a fadista não actua em Portugal, mas hoje Katia Guerreiro volta a apresentar o seu 'Fado', desta vez no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. Está prevista ainda uma digressão nacional este ano.

Durante as últimas semanas andou em digressão por França e acompanhou o Presidente da República numa visita de Estado à Alemanha. Hoje Katia Guerreiro regressa aos palcos portugueses, ao do Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, depois de quatro meses "muito ausente". De momento está a ser agendada uma digressão nacional, "que terá convidados em vários concertos", disse a fadista.

Antes desta actuação, Katia Guerreiro deu dois espectáculos na Alemanha integrados na visita oficial do Presidente da República a este país. Mas a fadista não vê estes espectáculos como "uma extensão de ter sido mandatária da juventude" do Chefe do Estado, em 2006. "Sou escolhida como se fosse outra qualquer. Há espaço para todos. Portugal tem de ser representado por muitos artistas para mostrar a sua diversidade", disse a fadista. A autora de Fado, o disco que vai levar até Sintra, contou que estas actuações presidenciais encarregam "uma responsabilidade enorme", mas, no final, "os formalismos perdem-se, guardam-se grandes memórias e fazem-se boas amizades".

Apesar de 2009 ser um ano de eleições, a fadista deixou claro que "não voltaria a aceitar" ser novamente mandatária da juventude. "A voltar a esse tipo de papel, nunca seria por política, mas por amizade", confessa.

Actualmente, Katia Guerreiro é das fadistas mais bem sucedidas fora de Portugal. Todavia, considera que "há muito pouca divulgação do fado no estrangeiro, o que acho estranho porque o fado é um grande veículo de cultura portuguesa e que até suscita a aprendizagem da língua". Ao DN lembrou casos de admiradores estrangeiros que começaram a aprender português por causa do fado, o que para si pode "suscitar o interesse pelos nossos escritores, pela nossa cultura".

Este ano vai embarcar numa digressão nacional, mas critica o papel dos agentes culturais por- tugueses: "Os agentes não se preocupam em ter os nomes que representam o fado no estrangeiro nos seus teatros, ficam à espera que sejam os promotores dos artistas a ir ter com eles, o que é péssimo, porque as temporadas e digressões têm de ser preparadas com alguma antecedência e cá é tudo feito em cima do joelho."

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