Pneuma

Nas poucas páginas de Pneuma (a importância de um livro também nunca se mediu pelo seu tamanho) encontram-se evocações de amigos poetas como Noémia de Sousa, Rui Knopfli ou Rui Nogar, páginas em que chocam línguas universais e idiomas nacionais como se todos fossem «as ancas da ragazza blonde», o solar elogio dos sentidos onde se não esquece essas «Escócias destiladas», «a garrafa de rum da poesia»,  «o vinho [que] regressa à fonte». E há ainda o sarcasmo com que se olha o perfeição dos géneros - pois «o soneto é um novilho sem cabresto» - ou se evocam as raízes longínquas dos trovadores portugueses - «Do meu amigo chegarão as flores / ai, deus, e u é?» Chega para perceber que a literatura moçambicana não se resume a Mia Couto ou a José Craveirinha. Há muito mais - «pela tarde onde caminho, / e a pedra se inscreve no sol que neva.» Fernando Madaíl


Poesia
3/5
'Pneuma'
Luís Carlos Patraquim
Caminho

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