Bolaño, Erri de Luca, Rolin e DeLillo marcam "rentrée"

A par de "2666", de Roberto Bolaño, obras de Erri de Luca, Olivier Rolin, Don DeLillo, Philip Roth, Truman Capote e Luis Sepúlveda são algumas das traduções que marcam a "rentrée" editorial em Portugal.

"2666", romance póstumo do escritor chileno Roberto Bolaño, falecido em 2003 aos 50 anos, que lhe ocupou os últimos cinco anos de vida, será publicado a 26 de Setembro pela Quetzal, numa tradução de Cristina Rodríguez e Artur Guerra.

Depois de "Perto da Felicidade", a Quetzal edita mais uma obra de Richard Yates, "Jovens Corações em Lágrimas", passada nos subúrbios de Nova Iorque, na década de 1950, e ainda "Crime", o primeiro livro de Irvine Welsh, até agora inédito em Portugal.

Já nas livrarias está "O Dia Antes da Felicidade", do "nobelizável" italiano Erri de Luca, numa edição da Bertrand. Um romance que acompanha o crescimento de um rapaz que, nascido em Nápoles durante a Segunda Guerra Mundial, fica órfão e é adoptado.

Em Outubro, a Sextante editará "Um Caçador de Leões", do francês Olivier Rolin, e "Ruído Branco", do norte-americano Don DeLillo, e em Novembro chegará às livrarias uma nova tradução de "Outras Vozes, Outros Lugares", de Truman Capote, feita por Maria João Delgado.

De Alon Hilu, considerado um dos mais promissores jovens escritores israelitas, a QuidNovi publicará, em Outubro, "A Casa Dajani", um romance sobre os primórdios do Estado de Israel, premiado e recentemente envolto em polémica, depois de lhe ter sido retirado um dos mais importantes prémios literários do país por motivos éticos, mas com um fundo político.

Do Brasil chegam, pela mão da Campo das Letras, "64 Contos", de Rubem Fonseca, Prémio Camões 2003, considerado um dos maiores contistas brasileiros, e "Jonas, o Copromanta", um policial de Patrícia Melo, também dramaturga e argumentista, já distinguida com o Prémio Jabuti, em 2001.

Com "A Sombra do Que Fomos", que a Porto Editora publica em Outubro, o chileno Luis Sepúlveda regressa ao romance, fazendo uma homenagem ao idealismo dos perdedores, numa história sobre memórias do exílio e sonhos desfeitos que lhe valeu o Prémio Primavera Romance 2009. A tradução é de Helena Pitta.

A Asa publica este mês "O Relatório de Brodeck", do francês Philippe Claudel, vencedor do Prémio Goncourt des Lycéens e considerado um dos seus melhores romances, sobre um escrivão encarregado de escrever um relatório que branqueie o linchamento de um estrangeiro na aldeia onde reside.

Depois de um silêncio literário de oito anos, a prestigiada escritora espanhola Ana Maria Matute regressa com a sua obra mais autobiográfica, "Paraíso Inabitado", que será editada em Portugal pela Planeta.

A Dom Quixote tem na calha o terceiro volume de "O Homem sem Qualidades", de Robert Musil, com tradução de João Barrento, e "Indignação", mais um romance do norte-americano Philip Roth, um dos nomes anualmente apontados para o Nobel da Literatura.

Além de uma antologia de escritores iranianos, intitulada "Um Bom Escritor É um Escritor Morto", a Nova Vega vai editar "O Eleito", de Thomas Mann, e a Presença publicará "Chéri", de Colette, a história clássica do romance entre um jovem e uma mulher mais velha, numa tradução de José Saramago para a editora Estúdio Cor, feita em 1960.

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