"O Bairro i o Mundo" na Quinta do Mocho

O bairro da Quinta do Mocho, em Sacavém, concelho de Loures, acolhe entre sexta-feira e domingo o festival "O Bairro i o Mundo", que inclui intervenções de artistas como Ram, Odeith e Vhils em paredes da zona Entre sexta-feira e sábado haverá teatro, música, dança e atividades para crianças nos cinco palcos espalhados pelo bairro.

Além disso, está a ser programada a "intervenção artística e a recuperação do próprio bairro", que começou a ser preparada na semana passada "com a visita de muitos 'writers', que têm ido ao bairro para escolher as paredes que querem pintar", disse à Lusa fonte da organização.

A ideia é "pintar cerca de 30 empenas, paredes cegas -- sem janelas ou portas, e alguns embasamentos e entradas dos prédios". Entre os artistas que irão pintar paredes na Quinta do Mocho estão Odeith, Mar, Ram, Carry On, Smile, TOSCO e Vhils. Esta é a segunda edição do festival, que no ano passado decorreu em junho na Quinta da Fonte, também em Loures.

A iniciativa resulta de um projeto desenvolvido pela Câmara de Loures e pela associação artística Ibisco, que em abril do ano passado tinham iniciado um processo de requalificação socio-urbanística na Quinta da Fonte, recorrendo a artistas de arte urbana.

No espaço de dois meses, estes artistas pintaram as paredes do bairro e ajudaram a reabilitar alguns equipamentos públicos, com recurso a materiais recicláveis.

O festival tem como objetivo "abrir as portas do bairro ao mundo" e "apagar a imagem de um local inseguro", explicou na altura à agência Lusa a vereadora da Ação Social da Câmara de Loures, Sónia Paixão.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Foi Centeno quem fez descer os juros?

Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?