Life

"Life", de Anton Corbijn, procura mostrar a vida do ícone James Dean. Estreou no dia 24 de setembro e João Lopes faz a crítica.

JOÃO LOPES (2/5)

Memórias das Imagens de James Dean

Eis um filme que, na sua lógica didáctica, mas muito básica, de "telefilme biográfico", tenta aquilo que, provavelmente, seria (ou será) impossível: representar James Dean (1931-1955) através dos maneirismos de pose e voz que, de uma maneira ou de outra, fazem parte da sua mitologia. Dito de outro modo: a tarefa do intérprete de Dean (Dane DeHaan) define muito claramente os limites de um projecto que, em qualquer caso, está construído a partir de uma visão calorosa da relação do actor com o fotógrafo Dennis Stock (Robert Pattinson) que, poucos meses antes da sua morte num acidente de automóvel, o eternizou numa série de imagens emblemáticas. O filme concentra-se, em particular, no período de lançamento de A Leste do Paraíso (1955), o único dos três filmes de Dean em cuja estreia ele ainda esteve presente. Por certo aplicando o seu saber de fotógrafo, o realizador Anton Corbijn sublinha, em particular, o modo como mesmo as imagens a que atribuímos um valor de ícones podem nascer num clima de insólita e fascinante improvisação.

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