As Asas do Vento

Leia a crítica de Flávio Gonçalves ao filme de animação japonês biográfico sobre Jiro Horikoshi, um engenheiro aeronáutico que desenhou os aviões de combate do Japão na Segunda Guerra Mundial.

FLÁVIO GONÇALVES (Classificação 4/5)

Uma despedida ao cinema carregada de esperança

"Ergue-se o vento! Há que tentar viver!" As palavras chegam-nos de um poema de Paul Valéry, mas também habitam As Asas do Vento como um símbolo de fé para o futuro. No filme derradeiro (chega a Portugal dois anos depois da estreia no Festival de Veneza), Hayo Miyazaki, grande mestre da animação japonesa nascido em 1941, segue os ritos de crescimento do engenheiro aeronáutico Jiro Horikoshi que atravessam a primeira metade do século XX - uma viagem, por isso, também marcada por tragédias vividas em coletivo que testam a envergadura moral do cândido protagonista. Do mesmo modo, o céu sem medida é uma metáfora em transformação permanente, servindo para engrandecer tanto o alcance da ambição como do mal. É na história de Jiro que Miyazaki desdobra a sua própria biografia, despedindo-se com uma narrativa inspiradora que deseja guiar-nos para o bem.

Ficha de Filme

Título original: Kaze tachinu

Realizador: Hayao Miyazaki

Com: Hideaki Anno, Hidetoshi Nishijima

Ano: 2013

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