Qual é a coisa, qual é ela que salva vidas e pela saúde zela?

Dos termómetros que usa para medir a temperatura corporal aos óculos que já não dispensa para trabalhar horas em frente ao computador, os dispositivos médicos chegaram para melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade. O que talvez não saiba é que as tecnologias da saúde valem milhões e já contam com uma semana europeia de sensibilização

Pensos de gaze, testes de gravidez, aparelhos auditivos, medidores de tensão arterial e de glicemia, luvas cirúrgicas e camas de hospital. Todos os produtos anteriores partilham a designação de dispositivos médicos. "Porquê?", pergunta com razão. Porque todos têm um fim comum: diagnosticar, prevenir, controlar, tratar, ou atenuar uma doença ou lesão, prolongando e transformando a vida das pessoas. É simples: contribuem para que se viva mais e melhor.

Atualmente, existem mais de 500 mil dispositivos médicos disponíveis: esta é uma das indústrias mais inovadoras do mundo, que disponibiliza rapidamente os maiores avanços tecnológicos - sejam stents coronários ou próteses ortopédicas para que os cidadãos possam atingir os melhores padrões de qualidade de vida em saúde.

Por exemplo, a perda da visão ou da audição é descrita pelas pessoas como uma das situações que maior impacto teria na sua vida quotidiana. Pois bem, a recuperação ou a melhoria destes dois sentidos, através de tecnologias e de dispositivos cirúrgicos inovadores, como são os casos das lentes intraoculares e dos implantes cocleares, respetivamente, são bastante elucidativos do papel crucial dos dispositivos médicos.

O que provavelmente não sabe é que o mercado dos dispositivos médicos, em Portugal, está avaliado em cerca de 1200 milhões de euros, valor ao qual acrescem 300 milhões em exportações. A nível europeu, conta já com mais de 25 mil empresas que empregam 575 mil pessoas. Com o intuito de dar visibilidade a este setor, a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) vai trazer a Portugal, pelo quarto ano consecutivo, a MedTech Week. A Semana Europeia dos Dispositivos Médicos vai decorrer de 4 a 8 de junho, em vários países em simultâneo, e tem como principal objetivo reconhecer e divulgar o contributo das tecnologias da saúde para a vida de milhares de doentes, familiares e profissionais de saúde.

Pode sempre avaliar o seu conhecimento acerca desta matéria com um quiz interativo. A conclusão, essa, é unânime: os dispositivos médicos são essenciais para a saúde e para o bem-estar dos cidadãos, desempenhando um papel crucial no aumento da longevidade e melhorando significativamente a qualidade de vida.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.