Lar, doce (e arrumado) lar

"Mostra-me onde vives, dir-te-ei quem és". Sabemos que o ditado não é assim, mas isso não o torna menos verdadeiro. Se é a casa é o sítio que construímos à nossa medida, mantê-la organizada é fundamental para que possamos viver em harmonia, construindo espaços em que nos sentimos bem e poupando tempo para aquilo que mais gostamos de fazer

Nenhum espaço reflete tão bem quem somos como a nossa casa. Nela, espelhamos os nossos gostos, necessidades e forma de ver a vida. É nela que encontramos refúgio, que recebemos quem mais amamos, que partilhamos tempo com amigos, que vemos os nossos filhos crescer e construímos memórias, juntos.

Foi com o objetivo de melhorar a vida dentro de casa que, no ano passado, a IKEA lançou o movimento #queroarrumar, desafiando os portugueses a organizarem os seus espaços. Agora, o movimento está de volta com o apoio de vários influenciadores que vão dar dicas de arrumação em diferentes workshops em diferentes lojas, nos dias 19 e 20 de maio - celebrando-se neste último o Dia da Arrumação.

Afinal, muito mais do que uma questão de estética, a forma como organizamos a nossa casa tem influência no nosso bem-estar. Não faltam estudos que relacionam a desorganização com problemas como maiores níveis de stress ou dificuldades de concentração - algo que afeta toda a família. E se os estudos alimentam estas conclusões, nenhuma família precisa que a ciência lhes diga como a desarrumação pode provocar discussões, seja entre os casais ou com os filhos.

Do pesadelo de não encontrar as chaves no momento de sair de casa aos momentos em que precisamos de um documento importante que já não sabemos onde está, quanto tempo - e preocupações - poderíamos poupar para fazer aquilo que mais gostamos se tudo estivesse no seu lugar? E os brinquedos espalhados pela casa aguardando a altura em que, inevitavelmente, um pé descalço e desprevenido os pisarão?

Ensinar e incentivar os mais novos a manter os seus pertences arrumados não só traz paz aos pais como promove a confiança e autoestima das crianças. Dito isto, vamos arrumar? Junte-se ao Dia da Arrumação IKEA e perceba como pequenos gestos podem fazer uma grande diferença na sua casa e ajudá-lo a criar histórias mais felizes em família.

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Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.