Empresários beneficiam dos Serviços da Plataforma Macau

Ao longo dos últimos 15 anos, a Região Administrativa Especial de Macau tem desenvolvendo vários serviços importantes no âmbito do seu papel enquanto plataforma sino-lusófona.

Neste contexto, o Departamento de Promoção Económica e Comercial com os Mercados Lusófonos do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) aposta no desenvolvimento do mercado da China Continental para os empresários dos países de língua portuguesa, também explorando os sectores relativos para os empresários da China Continental, de Macau e de outras regiões. Presta assim, uma série de serviços externos, nomeadamente visitas de estudo e prospeção nos países de língua portuguesa, Promoção Económica e Comercial com os Mercados Lusófonos, Conduta do Comércio China-PLP, para promover as empresas e produtos dos países de língua portuguesa.

Serviços de grande utilidade

Para maior promoção e desenvolvimento da plataforma sino-lusófona, o IPIM organiza visitas de estudo e prospeção nos Países de Língua Portuguesa, e tem apoiado a promoção económica e comercial com os mercados lusófonos e a conduta do comércio China-PLP ao longo dos anos. As visitas de estudo e prospeção são caracterizadas pela organização ou apoio às delegações empresariais dos países de língua portuguesa nas visitas à China Continental e Macau; e pela organização ou apoio de delegações empresariais da China Continental e Macau em visitas de prospeção nos países de língua portuguesa, para participarem em convenções e exposições comerciais e atividades de captação de negócios.

A promoção económica e comercial com os mercados lusófonos é levada a cabo com a realização de seminários, workshops, sessões de apresentação, bolsas de contatos, e outras atividades promocionais do desenvolvimento económico e comercial do Interior da China, de Macau e dos países de língua portuguesa, além da divulgação de informações relacionadas com o ambiente de investimento dos mercados lusófonos.

A Conduta do Comércio China-PLP proporciona também serviços de apoio, tais como instalações, consultoria de negócios, encaminhamento de negócios e bolsas de contato às empresas dos países lusófonos, para explorarem o mercado da China Continental, bem como às empresas do Interior da China e de Macau que pretendam explorar negócios nos países de língua portuguesa, permitindo às empresas avançarem efetivamente em direção aos seus objetivos. São exemplos desses serviços:

1. O fornecimento de instalações de hardware como escritórios temporários e salas de reunião a título gratuito, pedidos de informação sobre e o comércio local o serviço de "One Stop Service" para o estabelecimento de empresas em Macau, com vista a reduzir os custos operacionais da constituição de empresas;

2. A disponibilização de vários serviços de apoio às empresas para explorarem negócios entre a China e os países de língua portuguesa, nomeadamente as ligações e o apoio na fase preliminar, exploração e negociação de projetos;

3. A procura de estabelecimento de parcerias conforme as necessidades das empresas;

4. A prestação de ajuda no estabelecimento de pontes com as entidades fornecedoras de serviços profissionais de Macau (incluindo serviços jurídicos, de contabilidade e de consultadoria comercial, entre outros), com vista ao avanço progressivo das suas atividades económicas e comerciais.

Promoção online e offline para empresas e produtos dos países de língua portuguesa

Promoção online: Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa (http://www.platformchinaplp.mo/).

Sob a orientação do Ministério do Comércio do Governo da República Popular da China e da Secretaria para a Economia e Finanças da RAEM, é lançado oficialmente o Portal a 1 de abril de 2015. Disponibilizando informações sobre convenções e exposições na China e nos países de língua portuguesa, e informação económica e comercial e respetivas leis e regulamentos desses mesmos países, funciona ainda como três diferentes bases de dados: Base de Dados de Profissionais Qualificados em Chinês e Português, Base de Dados dos Fornecedores de Serviços Profissionais e Base de Dados dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa, criando uma plataformaonline para a cooperação e intercâmbio económico e comercial entre a China e estes países lusófonos.

Promoção offline: Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa

O Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa foi inaugurado oficialmente em 31 de Março de 2016, com uma área de 4.200 pés quadrados, apresentando diversos tipos de bebidas e alimentos provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Inclui alimentos naturais, petiscos, alimentos enlatados, produtos agrícolas naturais, café, bebidas alcoólicas, entre outros, e são todos provenientes de empresas ou agências lusófonas.

Cada produto em exibição tem um código QR (QR code) exclusivo na placa indicativa, de modo a que os clientes/comerciantes se possam ligar ao Portal (www.platformchinaplp.mo ) para obter detalhes dos produtos, informações e contatos dos fornecedores, negociar com os mesmos, podendo alguns produtos serem comprados online e entregues no Interior da China.O pessoal do Centro de Exposição presta apoio em negociações, bolsas de contato e intercâmbio comercial. Todos os processos são apoiados com informações bilingues, em chinês e português, reforçando, em várias vertentes, o papel de Macau como Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O Centro de Exposição convida também, por vezes, agências locais de produtos lusófonos a realizarem atividades promocionais, disponibilizando o espaço às associações comerciais e empresas, para realizarem sessões de apresentação dos seus produtos, com vista à promoção dinâmica desses produtos alimentares e criação de mais oportunidades de negócio.

Novos centros de dinamismo

A 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, realizada em 11 de outubro de 2016, sinalizou um novo ímpeto à cooperação com um enfoque maior no desenvolvimento da plataforma de serviços para as empresas. O estabelecimento em Macau do Centro de Intercâmbio Cultural e o Centro de Intercâmbio sobre a Inovação e o Empreendedorismo dos Jovens entre a China e os Países de Língua Portuguesa encaixa que nem uma luva nesta estratégia.

Ao mesmo tempo, o Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, perto da Torre de Macau, já está em construção. Este complexo será a casa da "Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa de Macau", marcando e consolidando a orientação da plataforma sino-lusófona de Macau. Após a sua abertura, para além de servir de local de convenções para futuras edições da Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), servirá ainda de casa ao Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa, ao Centro de Formação, Pavilhão sobre Relações Económica, Comercial e Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O Complexo disponibilizará ainda escritórios temporários e permanentes para os serviços públicos, organismos e as associações da China e dos Países Lusófonos, envolvidos na construção da Plataforma e organização do Fórum, fornecendo apoio necessário e substancial à cooperação nas áreas de comércio, investimento, convenções e exposições, cultura, entre outras.

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Daniel Deusdado

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É fácil falar a favor dos "pobres", difícil é mudar os nossos hábitos. Os cidadãos das grandes cidades têm na mão ferramentas simples para mudar este sistema, mas não as usam. Vejamos a seguinte conta: cada euro que um português coloca num transporte público vale por dois. Esse euro diminui o astronómico défice das empresas de transporte público. Esse mesmo euro fica em Portugal e não vai direto para a Arábia Saudita, Rússia ou outro produtor de petróleo - quase todos eles cleptodemocracias.