Chui Sai On lamenta mortes em Macau e vai rever proteção civil

Edição especial do Plataforma Macau, em memória das vítimas do tufão Hato, que fez pelo menos oito mortos e mais de 200 feridos

O Chefe do Executivo de Macau lamentou "as vítimas" do tufão Hato, que causou pelo menos oito mortos e mais de 200 feridos, e as "perdas avultadas" provocadas pela tempestade tropical. Numa visita ao Centro de Operações de Proteção Civil (COPC), na quarta-feira, Chui Sai On afirmou que os serviços da RAEM se encontravam coordenados para resolver os problemas e "iniciar as reparações" para garantir o abastecimento de água, eletricidade e telecomunicações, que sofreram cortes devido ao tufão. Disse também que os vários organismos vão fazer um balanço da tempestade, rever os mecanismos vigentes e procurar aperfeiçoar os trabalhos de proteção civil.

Aberta linha de crédito sem juros para PME afetadas

O Governo vai abrir uma linha de crédito, sem juros, para as pequenas e médias empresas afetadas pelo tufão Hato. O anúncio do "plano de apoio às PME afetadas pelo tufão Hato" foi feito logo na quarta-feira, oferecendo um "empréstimo sem juros no montante máximo de 600 mil patacas, com um prazo de reembolso de oito anos", segundo comunicado oficial. Os candidatos podem apresentar os pedidos à Direção dos Serviços de Economia, que atuará "o mais rapidamente possível, no sentido de aliviar a pressão operacional" causada pelo temporal.

Hato foi o mais forte tufão dos últimos 50 anos

O tufão Hato foi o mais forte desde que há registos, ou seja, há meio século, de acordo com os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG). "Desde que começamos a fazer registo foi a primeira vez que um tufão foi tão forte", indicou o diretor dos SMG, Fong Soi Kun, que entretanto se demitiu. Confirmou também que foram batidos recordes em termos das rajadas de vento - que chegaram a ser superiores a 200 quilómetros horários (km/h). As estatísticas disponíveis no portal dos SMG listam tempestades tropicais desde 1968. Segundo os registos, em 49 anos, o sinal máximo de tufão (10) apenas foi içado quatro vezes, todas no tempo da administração portuguesa, a mais recente às portas da transferência, em 1999.

Emissões de rádio e televisão com falhas devido ao tufão

Parte da população de Macau esteve quarta-feira sem acesso ou com acesso intermitente aos canais públicos de televisão e rádio, devido à passagem do tufão Hato. A Teledifusão de Macau (TDM) é a principal aliada da Proteção Civil, enviando alertas em situações de emergência. O administrador da TDM, Frederico do Rosário, explicou à Lusa que os problemas tiveram origem, primeiro, na quebra da torre que sustenta as antenas de rádio, e depois, no corte generalizado da energia.

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