Vítor Parente e mulher

? São marido e mulher, ele foi despedido em Julho e ela também o será este ano. Acabam de abrir um café, onde ambos vão passar a trabalhar, mas não esperavam tantas dificuldades. "Fala-se em incentivos à criação do próprio emprego, mas, na prática, quem não tiver dinheiro para investir não vai lá", queixa-se Vítor Parente. "Tenho a receber cerca de 15 mil euros de subsídio de desemprego e pedi que me seja atribuído todo de uma vez para abrir um negócio, mas ainda não recebi nada. Só o dão depois de estar a trabalhar", referiu. Vítor tem 39 anos, 15 dos quais passados a trabalhar na fábrica de Viana do Castelo da multinacional alemã Leoni, que fabrica cablagens para automóveis. Ao ser despedido, sem surpresa, já tinha começado a pensar na sua vida pós-Leoni. "Ter um café era um sonho que calentava há uns anos. É o que se chama fazer de algo negativo algo positivo", diz. Investiu 30 mil euros num café em Viana, especializado em tostas, acabadinho de inaugurar, após um processo de licenciamento de três meses. "É tempo a mais", mas agora só espera que o subsídio de desemprego lhe seja finalmente pago.

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