Semapa é a cotada que melhor paga

A cimenteira e papeleira é a empresa cotada do PSI-20 que melhor remunera os seus administradores não executivos, com uma média de 360 mil euros por membro do conselho de administração.

Isto porque a Semapa é uma das poucas empresas do principal índice bolsista português que atribuem remuneração variável aos administradores não executivos. No total, a empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira pagou 2,5 milhões de euros aos seus sete membros sem cargos de gestão.

Segue-se a Mota Engil, em que cada administrador não executivo recebeu, em média, 263 mil euros. No total, os sete membros auferiram 2,1 milhões de euros, já que a empresa liderada por Jorge Coelho também remunera os não executivos com salário variável. Esta situação, que também acontece na Semapa, é pouco comum, já que os bónus de prémios estão normalmente indexados a objectivos de gestão, ou seja, são normalmente atribuídos apenas aos administradores executivos.

Em terceiro lugar está o Banco Espírito Santo, com um rácio por não executivo de 141 mil euros. Remunerando estes responsáveis apenas com salário fixo, o banco liderado por Ricardo Salgado pagou um total de quase 2,6 milhões de euros aos seus 18 membros sem cargos de gestão.

Já a Portucel, com apenas quatro administradores não executivos, pagou, em média e a cada um, mais de 110 mil euros. No total, estes responsáveis receberam mais de 441 mil euros.

Segue-se a Sonae, que pagou quase 92 mil euros a cada umdos membros do seu conselho de administração. No total, a empresa liderada por Belmiro de Azevedo pagou 552 mil euros aos seus seis administradores não executivos (sendo que dois destes não auferem qualquer tipo de remuneração).

Também com um rácio de quase 92 mil euros por membro está a Portugal Telecom, que pagou mais de dois milhões de euros aos seus 22 não executivos (três destes não recebem salário).

Apesar de a EDP ser a cotada que melhor remunera o seu presidente executivo, o mesmo não acontece com os membros não executivos. Estes responsáveis receberam, em média, no ano passado, 84,8 mil euros cada um. Com 17 administradores deste tipo, a eléctrica nacional pagou 1,44 milhões de euros (o presidente da CGD, que tem lugar no conselho de administração, não aufere qualquer tipo de remuneração).

No caso da Brisa, cada responsável do conselho de administração auferiu, em média, 81,8 mil euros. Com sete membros não executivos, a concessionária nacional pagou 572,8 mil euros.

Com apenas 10 mil euros a menos no total de remuneração aos administradores sem cargos de gestão está a REN. Em média, cada membro da empresa estatal recebeu 70,3 mil euros em 2009, sendo que a empresa liderada por Rui Cartaxo tem oito administradores não executivos.

A realidade das remunerações será diferente em 2010, já que a CGD vai propor cortes de salários nas empresas onde está presente. Este cenário vai afectar não só as empresas participadas do Estado PT, REN e EDP como também as privadas Zon Multimédia e Cimpor.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG