Próxima emissão de BT na quarta-feira

A colocação de BT dia 16 será de um montante entre os 750 e os mil milhões. É a quinta do ano.

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) confirmou ontem que vai promover um leilão de bilhetes do Tesouro (BT) na próxima quarta-feira, com um financiamento entre 750 milhões e mil milhões de euros.

Em comunicado, o IGCP diz que "vai realizar no próximo dia 16 de Fevereiro um leilão da linha de BT, com maturidade em Fevereiro de 2012, com um montante indicativo entre 750 milhões e 1000 milhões de euros", tratando-se de uma nova linha de crédito.

Na última emissão, semelhante à que está prevista para quarta- -feira, o IGCP pagou um juro de 3,71%, para uma colocação de 800 milhões de euros em BT.

A colocação agora anunciada é a quinta realizada em 2011, depois de o IGCP ter colocado 500 milhões de euros a 5 de Janeiro, com uma taxa de juro média de 3,68%. A 19 de Janeiro procedeu-se à colocação de mais 750 milhões de euros, a 4,02%, e a 2 de Fevereiro mais 800 milhões, a 3,71%. Na segunda-feira também houve uma colocação de dívida pública, mas não foi sujeita a leilão. De uma assentada o Estado arrecadou 3,5 mil milhões de euros numa operação de dívida sindicada, a médio e longo prazos, colocada integralmente junto de seis instituições de crédito nacionais e internacionais. Além desta linha, houve também uma emissão de dívida pública comprada integralmente pelo Estado chinês, operação acerca da qual não houve qualquer anúncio ou confirmação pública.

Até final do primeiro trimestre estão calendarizadas mais duas emissões: uma a 2 de Março, de 750 milhões de euros, e outra a 16 do mesmo mês, por um montante entre os 750 e os 1250 milhões.

As necessidades de financiamento do Estado português para 2011 serão essencialmente cobertas pela emissão de obrigações do Tesouro (OT), com o IGCP a prever a colocação de 20 mil milhões de euros. A outra parte do financiamento será obtida através de BT, sendo que até final de Março esta entidade deverá colocar entre 4,25 e 7,25 mil milhões de euros, de acordo com os valores indicativos. O saldo entre emissões e amortizações será quase nulo.

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