Mais ricos perderam 8,5% das fortunas

Os 25 mais ricos de Portugal viram as suas fortunas retalhadas em 8,5%, devido à crise financeira internacional. Com os seus 17,7 mil milhões, têm agora 'só' o equivalente a 10,7% do produto interno bruto. Américo Amorim continua a ser o mais rico de Portugal, seguido de Belmiro de Azevedo e da família de José de Mello. A mulher mais rica é Carmo Espírito Santo Silva

Pelo segundo ano consecutivo, os ricos ficaram um pouco mais "pobres" em Portugal. Segundo a revista Exame, que na edição de Agosto revela a lista dos 25 mais ricos do País, as grandes fortunas encolheram 8,5% no ano passado, fruto da crise e do colapso das Bolsas. Américo Amorim, o "rei da cortiça", manteve- -se à tona da tabela dos mais abastados, lugar que "roubou" a Belmiro de Azevedo, que liderava o ranking desde 2004.

Feitas bem as contas, o valor total das fortunas dos 25 mais ricos, equivale ainda a 10,7% do produto interno bruto (PIB) nacional a preços correntes. Refira-se que, entre 2004 e 2007, o valor do património dos 25 mais abastados manteve sempre uma dinâmica de crescimento, atingindo nesse ano o seu ponto mais alto, sendo que 2008, ano do início da crise , marca o início da curva descendente. Aí se regista uma primeira redução do património em análise para os 19 mil milhões de euros que, este ano, volta a cair para os 17,7 mil milhões.

Um efeito que Patinha Antão considera natural, atendendo a que "a crise global atingiu particularmente o sector bolsista, segmento a que as pessoas com maiores rendimentos dedicavam uma parcela significativa dos seus investimentos, a par do imobiliário". O economista recorda que, na generalidade dos mercados se assistiu a quebras de 50%.

Patinha Antão salienta, contudo, como positivo o facto da situação não se ter feito sentir de forma tão intensa como nos EUA e Espanha, o que "nos permitirá sair da actual crise com níveis de poupança e valores patrimoniais significativos". Questão fundamental para que nos foquemos no essencial: combater a baixa produtividade.

A média de idades dos milionários da tabela é de 65 anos, sendo João Nuno Macedo Silva, líder do grupo RAR, mais jovem. Tem 44 anos e um património avaliado em 494,4 milhões de euros.

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