Grupo Pestana detém 49% das Pousadas de Portugal

› Em 2003, o Estado realizou um concurso público para a privatização da exploração das Pousadas de Portugal, do qual o consórcio liderado pelo Grupo Pestana saiu vencedor. Foi, então, celebrado um contrato de cessão de exploração com o Estado, através do qual o Grupo Pestana detém a totalidade da exploração hoteleira da rede das Pousadas de Portugal, tendo a obrigação de entrar no capital social da Enatur com uma participação de 49%, contra os 51% do Estado.

Só no ano passado foram abertas três novas pousadas: Viseu, Estoi e Porto, o que perfaz um total de 42 no País, divididas em quatro categorias: Históricas, Natureza, Históricas Design e Charme.

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.