Cervejeiras à conquista dos mercados externos

Centralcer e Unicer querem chegar a 2014 com exportações a valer 50% das vendas totais. Angola é o principal mercado. Moçambique, África do Sul, Japão e França são novas apostas.

Com o País em recessão, as empresas voltam-se ainda mais para o exterior, tentando aí conquistar clientes que compensem as quebras do poder de compra no mercado interno. As bebidas não são excepção e quer a Central de Cervejas quer a Unicer concentram grande parte dos seus esforço no reforço da posição das suas marcas nos mercados externos. Conseguir que as exportações pesem tanto como as vendas no mercado nacional, no espaço de três anos, é a ambição de ambas as cervejeiras.

Embora em Portugal existam ainda sete fábricas de cerveja, responsáveis por 1370 postos de trabalho (dados de 2010), este é um duopólio "furiosamente" disputado entre a Centralcer e a Unicer, que detêm a esmagadora maioria do mercado. A produção nacional tem rondado os 800 milhões de litros anuais (831 milhões em 2010), para um consumo que teima em cair e que, em 2010, não foi além dos 590 milhões de litros, contra 610 milhões em 2009. Em contrapartida, as exportações totalizaram nesse ano 248,1 milhões de litros face aos 173 milhões do ano anterior.

Dos 321 milhões de litros de cerveja das vendas globais da Centralcer em 2010, cerca de 13% destinaram-se aos mercados externos, "com Angola a representar mais de 50% do global, seguida da Suíça, Luxemburgo, França e Cabo Verde", refere Nuno Pinto Magalhães, responsável de comunicação da empresa de Vialonga. "O valor de vendas das exportações de cervejas aumentou 42% em 2010, com especial enfoque no mercado angolano, que teve uma variação positiva em volume de 58%", acrescenta.

Já a Unicer sublinha que obteve em 2010 os melhores resultados, impulsionados pelo programa de internacionalização, com as exportações a crescerem cerca de 20%. A empresa invoca para si o estatuto de "maior cervejeira portuguesa", garantindo que a Super Bock é a marca e a cerveja portuguesa mais vendida no mundo". Dos 190 milhões de litros que a Unicer vendeu fora de portas, 90% correspondem a cerveja. Angola mantém-se como o destino principal da actividade internacional da empresa, absorvendo 70% das vendas externas. Mas, em paralelo, a Unicer vai procurando diversificar os mercados. "As nossas marcas estão presentes em mais de 50 países, em especial junto das comunidades portuguesas e dos países africanos de língua oficial portuguesa, mas estamos a desenvolver novos mercados, designadamente na Ásia e na América do Norte", refere Rui Freire, administrador executivo para a área de marketing.

A aposta para 2011 passa pelo alargamento da sua operação a países como Moçambique, África do Sul e Japão, além do reforço da presença na Ásia-Pacífico e no Médio Oriente. "Pretendemos que a área internacional pese 50% daqui a três ou quatro anos", frisa este responsável.

Apesar de o mercado nacional ter caído 4% até Março, a Centralcer contrapõe a perfomance internacional da empresa. "No final deste primeiro semestre, as vendas da exportação cresceram mais de 50% em volume, tendo um peso global de cerca de 17%. A repartição é sensivelmente a mesma, por ordem de grandeza, do ano anterior", explica Nuno Pinto de Magalhães. E acrescenta: "O nosso objectivo é atingir, em 2014, a fair share, quer isto dizer termos a mesma quota nos mercados externos, nomeadamente em Angola e França, que temos em Portugal, que é de liderança das cervejas portuguesas."

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