Helena André: subsídios são fundamentais mas não podem ser eternos

A ministra do Trabalho e Solidariedade Social, Helena André, alertou hoje para a importância de atribuição de subsídios, fundamentais para apoiar as pessoas em fase de transição, sublinhando, contudo, que não devem ser encarados como "eternos".

"Eu e o Governo temos a clara convicção de que os subsídios são fundamentais para apoiar as pessoas nas diversas fases de transições, mas não podem ser encarados como algo que é eterno, porque o normal nas sociedades é trabalhar e não estar a utilizar um subsídio", afirmou Helena André, à margem da 12ª conferência da International Society for the Study of Work and Organizational Values (ISSWOV), a decorrer no Centro de Congressos do Estoril, Cascais.

A ministra comentava, assim, um estudo sobre as necessidades de Portugal, que será hoje apresentado na Fundação Gulbenkian, que apresenta como uma das recomendações a necessidade das políticas públicas aplicarem mais recursos ao mercado de trabalho e criação de emprego e menos recursos à concessão de subsídios.

A este assunto, Helena André respondeu: "Aquilo que queremos é ter subsídios que possam ajudar as pessoas a manter a dignidade das suas vidas e possam, sobretudo, ser veículos de apoio às pessoas para a reintegração e regresso ao mercado de trabalho".

"A grande aposta que temos no terreno, através das políticas activas do mercado de trabalho, é justamente oferecer oportunidades de formação e de requalificação das pessoas", acrescentou.

A 12ª conferência ISSWOV, subordinada ao tema "Competing Values in an Uncertain Environment: Managing the Paradox", visa ampliar o conhecimento sobre os valores e cultura nas organizações, fomentando a troca de ideias entre os especialistas da área.

O evento, que se realiza até quarta feira, reúne mais de 200 especialistas na área do trabalho, investigadores e professores universitários oriundos de todo o mundo.

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