Harvard perdeu quase 11 mil milhões de dólares

A Universidade de Harvard anunciou perdas de 10,9 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros) entre Junho de 2008 e Junho de 2009, correspondentes à queda de 30 por cento no valor do fundo de investimento da instituição.

O fraco desempenho das apostas de Harvard e de outras universidades dos Estados Unidos da América (EUA) no último exercício fica a dever-se à sua exposição a aplicações financeiras "exóticas" e à "inesperada" exposição aos investimentos de alto risco durante a crise, conforme noticia hoje o The Wall Street Journal.

Na categoria de "activos reais", que inclui investimentos em matérias-primas e imobiliário, as perdas aproximaram-se de 40 por cento, segundo o relatório publicado pela Harvard Management - gestora dos fundos da universidade norte-americana - que revelou ainda que a estratégia de investimentos da entidade já abdicou de parte dos riscos assumidos em anteriores aplicações.

Em termos médios, as universidades dos EUA perderam 18 por cento do valor dos seus investimentos no último ano, de acordo com os cálculos da consultora Wilshire Associates.

Na Universidade de Harvard, o recuo de 30 por cento na carteira de investimentos levou o valor global dos activos para 17,8 mil milhões de euros, batendo o anterior recorde de perdas das últimas quatro décadas, que datava de 1974, quando a instituição viu as suas aplicações financeiras recuarem 12,2 por cento.

Tal como Harvard, outras afamadas universidades como Yale, Stanford, Princeton e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) também sofreram fortes desvalorizações das suas carteiras, devido às apostas arriscadas em produtos sofisticados que recuaram significativamente com a crise dos mercados.

Yale e Harvard, pioneiras na implementação deste modelo, garantiram que podem dar-se ao luxo de correr grandes riscos porque vão investir durante décadas, até séculos, o que lhes permitirá recuperar valor dos investimentos a longo prazo.

A carteira de activos da Universidade de Yale também sofreu uma desvalorização de 30 por cento, situando-se agora nos 10,9 mil milhões de euros.

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