France Télécom reconhece suicídio de 32 funcionários

A France Télécom anunciou que nos últimos dois anos 32 dos seus funcionários cometeram suicídio, 17 dos quais nos últimos doze meses. Um número superior ao avançado anteriormente, num escândalo em que os métodos de gestão de trabalhadores seguidos pela terceira maior operadora móvel da Europa foram muito criticados.

“Após um pedido da inspecção de trabalho, interrogámos recentemente os directores territoriais e regionais. Contabilizámos 32 suicídios em dois anos. O número foi comunicado, com total transparência, à inspecção de trabalho”, anunciou em comunicado o maior fornecedor de Internet de França, citado pelo ‘El País’.

Os sindicatos tinham anteriormente apontado 25 suicídios, depois de um período turbulento no Verão, em que vários casos trouxeram o assunto para o conhecimento público (alguns funcionários deixaram cartas de despedida apresentando justificações que denunciaram as práticas na empresa) e custaram o cargo ao sub-director da France Télécom. Nicolas Sarkozy, Presidente da França, mantive o líder da telefónica no cargo, Didier Lombard, apesar das pressões dos sindicatos e dos partidos da oposição.

A France Télécom também destinou mil milhões de euros para evitar mais suicídios, anúncio que surge poucos dias antes de serem conhecidos os resultados de um mega-inquérito a 100 mil funcionários da empresa, realça o ‘Le Figaro’.

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