Empresas mudam de fornecedor

Estudo revela que 44% dos consumidores empresariais trocaram de operador. O preço é o factor que mais influencia a escolha

Cerca de 44% das empresas mudaram de fornecedor de electricidade e 14% de fornecedor de gás por causa do preço, refere o estudo "A Energia em Portugal" realizado pela Associação Portuguesa de Energia (APE) e pela Accenture, revelado ontem.

"As restantes [empresas] referiram a falta de informação ou preços pouco atractivos para não o fazer", acrescenta o estudo, revelando que "cerca de 50% dos consumidores particulares têm conhecimento da possibilidade de mudança de fornecedor, existindo uma elevada receptividade (60%) para a realizar caso o preço seja mais vantajoso".

O estudo refere que a maioria dos consumidores desconhece a possibilidade de ter um fornecedor único de energia. No entanto, face a essa possibilidade, identificam como principal vantagem a existência de uma factura única, e as empresas destacam as sinergias de preço. Adicionalmente, cerca de metade das empresas gostaria de que o seu fornecedor disponibilizasse serviços de assessoria energética.

Já relativamente ao fornecimento de combustíveis, o estudo conclui que o principal factor na escolha dos consumidores pelo posto de abastecimento também se alterou. Enquanto em 2006 prevalecia a localização (59%), em 2010 prevalece o preço (66%).

E aí é possível encontrar combustíveis com a incorporação de biocombustível no gasóleo, em relação ao qual 81% desconhecem as suas vantagens para o ambiente e cerca de um terço está disposto a pagar mais desde que o acréscimo seja inferior a 5%, ou seja, 71,7% dos inquiridos. Relativamente a outras energias, o estudo refere que a maioria dos consumidores que utiliza GPL em vez de gás natural justifica essa opção pela inexistência de rede (68,5%) ou pelo elevado custo de instalação (55,6%).

O estudo adianta que cerca de 80% das empresas implementam medidas de eficiência energética visando sobretudo a redução da factura e o cumprimento de metas regulamentares.

Já em relação à microgeração, os consumidores destacam como vantagens a redução das emissões de CO2 e o custo da factura mensal, identificando como principais limitações à instalação o investimento inicial e respectivo prazo de retorno e o processo burocrático associado ao licenciamento.

Por fim, no que respeita às redes inteligentes, tanto os consumidores como as empresas valorizam a capacidade de optimizar o consumo e a facturação com base no consumo real.

"As conclusões apresentadas neste estudo constituem um contributo relevante para uma melhor compreensão dos comportamentos e expectativas dos consumidores de energia em Portugal", afirma Jorge Cruz de Morais, presidente da direcção da APE.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG