PSD quer ajudar desempregados de longa duração e jovens

O presidente do PSD afirmou hoje que a sua proposta de criação de "extensões contratuais mais flexíveis" pretende combater a desconfiança dos empregadores e dar mais oportunidades aos desempregados de longa duração e aos jovens.

Falando no final de uma audiência com o primeiro ministro, José Sócrates, sobre a agenda da cimeira europeia, na quinta feira, em Bruxelas, Pedro Passos Coelho frisou que o PSD "não tenciona mexer no Código de Trabalho" no âmbito do conjunto de reformas que defende para a economia portuguesa.

"De forma extraordinária, vamos propor medidas excepcionais, que vigorem no máximo até 2014. O objectivo é criar extensões contratuais mais flexíveis para os cidadãos que estão à procura do primeiro emprego, ou para os que já estão desempregados", apontou o líder social democrata.

Pedro Passos Coelho referiu que, durante a audiência em São Bento, não abordou o tema da flexibilização dos contratos de trabalho com o primeiro ministro, mas adiantou que a intenção do PSD "é facilitar a criação de emprego nos próximos anos, sabendo-se que o desemprego vai ter tendência para aumentar e que os empregadores continuam a mostrar alguma desconfiança e prudência quanto aos mecanismos contratuais normais".

"A nossa preocupação é evitar que um maior volume de desemprego onere ainda mais os orçamentos de Estado (através dos subsídios de desemprego) e, sobretudo, porque há muitas pessoas que permanecem demasiado tempo na situação de desemprego e que depois têm maior dificuldade de regressar a uma situação de activos", observou.

Para Pedro Passos Coelho, na actual conjuntura, "é importante criarem-se mecanismos que ajudem as empresas e os desempregados a encontrarem (ainda que durante três ou quatro anos) oportunidades de trabalho que acrescentem valor ao país e que aumentem a nossa capacidade produtiva".

Confrontado com a possibilidade de os sindicatos e as forças políticas de esquerda acusarem o PSD de pretender contribuir para a precariedade do emprego em Portugal, Passos Coelho contrapôs: "o problema é que muitos dos empregados de hoje, que têm contratos não precários, estão apreensivos quanto ao futuro do seu emprego, porque as suas empresas podem fechar".

"A precariedade e a insegurança, infelizmente, hoje, já domina a preocupação de muitos trabalhadores. Agora imagine-se o caso dos desempregados que não têm oportunidade de emprego", disse.

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