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Mais 13M€ para militares na Roménia mas orçamento está em rutura

A poucos dias de se completarem seis meses sobre a invasão russa da Ucrânia, o impacto nas nossas Forças Armadas pouco passou de uma reação conjuntural em resposta ao pedido da NATO, que foi a antecipação do envio de militares para a Roménia. Esta semana a Ministra da Defesa conseguiu um reforço para o orçamento da companhia militar que está na Roménia. Esta medida permitirá a continuação daquela Força Nacional Destacada, pelo menos, até dezembro, mas os ramos estão depauperados no seu dia a dia.

Guerra na Ucrânia. "Estamos muito longe de uma solução diplomática"

Investigadora e professora de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova, Ana Santos Pinto passou da teoria à prática quando foi secretária de Estado da Defesa. Vai coordenar a Comissão de Acompanhamento do Plano de Ação para a Profissionalização do Serviço Militar e faz nesta entrevista uma análise global ao contexto geopolítico internacional, ao papel da NATO e da UE e às questões que se colocam a Portugal.

Plano para reorganizar PSP em Lisboa está há oito anos na gaveta

António Costa era presidente da Câmara de Lisboa e Passos Coelho liderava o governo quando chegaram a um acordo para reestruturar o dispositivo da PSP na capital. O plano de 2014, a que o DN teve acesso, permitia pôr quase 300 polícias mais a patrulhar as ruas e até previa as polémicas unidades móveis, mas só recentemente foi ativada uma. Em oito anos, e mesmo já com Medina na CML e Costa no governo, foram fechadas pelo menos 14 esquadras e não abriu nenhuma das seis novas que estavam previstas. Plano nunca saiu do papel. Novo presidente da CML, Carlos Moedas, novo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e diretor-nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, não dizem porquê ou se há alternativa.

Incêndios. Só três dos 12 drones das Forças Armadas estão a vigiar

Dois anos depois da aquisição pela Força Aérea de 12 drones para reforçar a prevenção dos incêndios, já houve, pelo menos sete acidentes com estas aeronaves e no ano passado falharam metade dos pedidos de vigilância florestal. O EMGFA elogia o desempenho dos drones, propõe que usem sensores para reconhecimento de suspeitos a longa distância e quer que um deles voe de Portimão ao Funchal para comemorar os 100 anos da travessia do Atlântico.

SIRESP: "Um novo ajuste direto será incompetência sem paralelo"

Deputado do PSD pelos Açores, Paulo Botelho Moniz acompanha há vários anos o processo SIRESP e a sua competência técnica - é engenheiro de eletrotécnico especialista em comunicações de emergência - não deixou margem para dúvidas aos líderes do seu partido para lhe irem renovando esta tutela no parlamento. Integrou o grupo de trabalho da ANACOM, na sequência dos incêndios de 2017, para propor medidas que melhorassem a rede SIRESP. É à prova de rasteiras técnicas e conhece o sistema melhor que ninguém.