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Vamos mesmo para a Terceira Guerra Mundial?

Daqui a um mês, quando voltar de férias, poderei estar a escrever sobre a Terceira Guerra Mundial. Daqui a um mês, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Europa da NATO e outros satélites poderão estar a combater, simultaneamente, a Rússia, a China e respetivos aliados. Daqui a um mês, o maior potencial destruidor do planeta Terra pode estar a ser utilizado, em frenesim, num combate descontrolado entre todas as potências militares do mundo.

Estamos a matar a democracia?

Na Inglaterra, um dos países supostamente pioneiros da democracia, as mulheres só puderam votar de forma universal em 1928, depois da I Guerra Mundial. Mesmo assim o valor do voto não ficou igual para todos os cidadãos ingleses: uns quantos privilegiados, cerca de 7% do eleitorado, tinham direito a votar mais do que uma vez numa mesma eleição, sistema que só foi abandonado em 1948, depois da II Guerra Mundial, também feita, como a Grande Guerra, em nome da defesa da democracia no mundo.

O Papa é putinista?

No dia 25 de fevereiro, o dia seguinte ao início da invasão russa da Ucrânia, o Papa Francisco telefonou ao líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, e deslocou-se à embaixada russa na Santa Sé. Numa entrevista, citada pela agência Ecclesia, dada ao jornal argentino La Nación, Francisco explicou-se desta maneira: "Fui sozinho, não quis que ninguém me acompanhasse. Foi uma responsabilidade pessoal, minha, uma decisão que tomei numa noite em branco, pensando na Ucrânia. É claro, para quem o quer ver, que estava a sinalizar o governo que pode pôr fim à guerra no instante seguinte".