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A não diplomacia do pingue-pongue 

A China lidera o medalheiro olímpico em Tóquio graças a ter mais ouros até agora do que os Estados Unidos, o que significa que poderá repetir o sucesso de 2008, quando os Jogos foram em Pequim. Para já, em termos de medalhas totais, a vantagem continua a ser americana, regra que se repete desde 1996, quando Atlanta acolheu a competição. Aliás, a última vez que os Estados Unidos não dominaram a contabilidade final das medalhas foi em Barcelona 1992, perante a seleção da Comunidade de Estados Independentes, efémera equipa conjunta de 12 das 15 antigas repúblicas da União Soviética. O grande rival dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, incluindo no campo desportivo, desintegrara-se no final de 1991, mas ainda foi possível um esforço de unidade naqueles Jogos, tirando as três repúblicas bálticas (Estónia, Letónia e Lituânia), que competiram logo separadas.

Marcelo sabe falar aos 212 milhões de brasileiros

Serão 280 milhões os falantes atuais de português, arriscou responder Luís Faro Ramos, então presidente do Instituto Camões, numa entrevista que lhe fiz no ano passado a pretexto da primeira celebração do 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa. E mesmo alertando para as previsões do crescimento exponencial do número de lusófonos em África ao longo do século XXI, não deixou de destacar o quanto pesa e continuará a pesar o Brasil, com 212 milhões de habitantes, nesta língua nascida num recanto da Península Ibérica e que se espalhou com as caravelas. Hoje, Luís Faro Ramos é embaixador em Brasília e, coerente, tem afirmado e reafirmado que "o Brasil é o navio-almirante da língua portuguesa" e que o esforço de promoção do idioma, até possivelmente a língua oficial das Nações Unidas, passa por uma cooperação estreita entre os dois países, também, claro, envolvendo todos os outros membros da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Da alcatra ao boca-negra, dos bifes às lapas, quatro restaurantes para descobrir sabores da Terceira

Segunda maior ilha do arquipélago em população, a Terceira merece bem uma visita, com Angra do Heroísmo, património mundial, a ser o grande atrativo, juntamente com o contraste da paisagem, em que o verde dos campos e o azul do Atlântico são omnipresentes, como é regra nos Açores. E, claro, há todo o lado gastronómico, onde uma certeza é a da qualidade dos produtos terceirenses.

O falhado golpe de judo contra Israel

Tal como na Antiga Grécia, os modernos Jogos Olímpicos supõem uma mensagem de paz. Infelizmente, desde a sua recriação em 1896, não faltam os exemplos de fracasso nesse nobre desejo: não só os beligerantes das duas guerras mundiais não hesitaram um segundo em prosseguir as hostilidades mesmo com a aproximação dos verões de 1916, 1940 e 1944, como os Jogos foram ao longo do século XX alvo de vários boicotes, os mais célebres sendo os de Moscovo 1980 e os de Los Angeles 1984.

Os Jogos de Tóquio não são um jogo da Nintendo

Shinzo Abe, vestido de Super Mario, heróis dos jogos de vídeo da japonesa Nintendo, foi uma improvável estrela dos Jogos Olímpicos 2016. No Rio de Janeiro, na passagem de testemunho para Tóquio 2020, o primeiro-ministro enviava ao mundo a mensagem clara de que pretendia que 2020 fosse uma celebração da pujança económica reencontrada do Japão. Uma versão no século XXI dos Jogos de 1964, igualmente realizados em Tóquio, que serviram para exibir o Japão do milagre económico, renascido das cinzas da Segunda Guerra Mundial.

Bilionários, a nova arma secreta no espaço 

Anousheh Ansari, que entrevistei há dias para o DN, gastou uma fortuna para ser astronauta, um sonho para a engenheira de telecomunicações nascida no Irão mas que fez toda a carreira nos Estados Unidos. Aquando do voo, em 2006, Ansari foi descrita como uma turista espacial, no fundo pagando do seu bolso para voar com os russos até à Estação Espacial Internacional. O pioneiro nessa matéria tinha sido o empresário americano Dennis Tito, que em 2001 admitiu que ir ao espaço lhe tinha custado 20 milhões de dólares.