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Faculdades públicas portuguesas já são lideradas por vozes femininas 

Clara, Maria de Fátima, Mariana e Maria de Lurdes. Quatro nomes do grupo de mulheres à frente de faculdades do ensino superior público presencial. Nas 120 escolas, faculdades ou institutos de ensino universitário do Estado, apenas 35 são lideradas por senhoras, segundo informações recolhidas pelo DN nos sites oficiais dos estabelecimentos. Em destaque está o ISCTE: além da reitora, três das quatro escolas têm chefias femininas. Pelo contrário, na Universidade de Coimbra nenhuma faculdade tem uma mulher à frente.

"Temo que a concretização do PRR seja inviabilizada por culpa do Estado"

A má política de ordenamento do território e a existência de planos diretores municipais com mais de 20 anos são motivos que levam Luís Gomes, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, a temer que o Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal não seja bem concretizado. Para o especialista, o problema não é deste governo, mas sim de décadas de más políticas, que têm conseguido enganar Bruxelas

"O ISEG é uma escola de debate, mas politizada de todas as frentes"

Clara Raposo foi a primeira mulher a candidatar-se e a ser eleita presidente do ISEG, a escola de Economia de Gestão da Universidade de Lisboa que esta semana celebra 110 anos. Afirma que a pandemia tem sido um momento de união entre professores, alunos e funcionários e aproveitou este período para fazer experiências pedagógicas. Bateram o recorde de candidaturas neste ano letivo e um dos objetivos para o futuro é aumentar o número de alunos estrangeiros, mas sem deixar que estes se sobreponham aos portugueses

Alberto Amaral: "A qualidade do ensino em Portugal é razoável"

A plataforma EDUSTAT - Observatório da Educação, que a Fundação Belmiro de Azevedo apresenta hoje, vai permitir ter informação detalhada sobre o sistema de ensino nacional. Para Alberto Amaral, porta-voz global do EDULOG e antigo reitor da Universidade do Porto, a falta de equidade no ensino é preocupante e a pandemia serviu para acentuar as desigualdades. Desigualdades que, no caso do superior, existem entre cursos ou entre universidades e politécnicos.