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"Deixaram o vírus entrar no lar e começar a matar quem lá estava"

PremiumFoi o maior surto de covid-19 em lares. Marcou Reguengos de Monsaraz e o Alentejo. A revolta cresce entre as famílias que perderam os seus. Querem justiça. A Ordem dos Médicos já apontou falhas ao lar, que garante tudo ter feito pelos utentes, e às autoridades de saúde. Na terra, dividida entre o medo de falar e o de querer explicações, ninguém esquecerá tão depressa o que aconteceu. Artigo exclusivo para assinantes ou da edição impressa, este fim de semana nas bancas.

Covid-19 deixou mais de 45 mil pessoas à espera de juntas médicas

PremiumA obtenção de apoio social e fiscal por incapacidade tem de ser validada por uma junta médica. Os benefícios aumentaram nos últimos anos, os pedidos dispararam, e os médicos de saúde pública são poucos para tantas funções. O atraso nas respostas vai dos seis meses aos dois anos. A pandemia agravou a situação. O governo teve de suspender a emissão de atestados, que só agora está a ser retomada. "Os médicos vão ter de trabalhar sete dias por semana, oito horas cada por muitos meses para recuperar o que está para trás."

Médicos com mais de 60 anos são grupo de risco. Devem ser poupados?

É uma evidência. A idade é um fator de risco e há médicos com mais de 60 anos que estão a tratar de doentes infetados com o novo coronavírus. Há hospitais que estão a tentar colocar alguns na segunda linha de cuidados, mas nem todos são substituíveis. "Não podemos dar-nos a esse luxo", diz o bastonário. "É preciso é que todos estejam protegidos. Este texto foi publicado originalmente no dia 21 de março e faz parte de um lote de trabalhos relacionados com a covid-19 que o DN está a republicar.

Luís, Diana e Nuno os médicos invisíveis que a covid está a mostrar

PremiumO que faz um médico de saúde pública? Quantos anos leva a formar-se? Quantos há em Portugal? As respostas são dadas por quem está no terreno e sente, dia a dia, a pressão de ter de cuidar da saúde da população de uma região ou a frustração de não ser reconhecido. A covid-19 está a mostrar como são importantes. A ministra já o admite. E os médicos esperam que este seja o tempo para a mudança.

"É impossível alguém sair disto e continuar a ser a mesma pessoa"

Entre o espírito de missão e o medo, entre o desconhecido e o stress, que até faz doer o peito, é assim que se luta contra o vírus maldito nos hospitais portugueses. Duas médicas, um enfermeiro e uma enfermeira aceitaram contar ao DN o que a pandemia do SARS-CoV-2 mudou nas suas vidas. Este texto foi publicado originalmente no dia 28 de março e faz parte de um lote de trabalhos relacionados com a covid-19 que o DN está a republicar.

"Queremos ouvir: Vacina. Mas as pessoas pensam em religião"

Ana Travassos Valdez licenciou-se e doutorou-se em História na Universidade de Lisboa. Depois, partiu para Yale, nos EUA, para estudar com o maior especialista em literatura apocalíptica, John J. Collins. Pensava ficar seis meses, ficou 11 anos e meio. Hoje, fala ao DN de um novo projeto, Pandemics and Apocalyptics, já a olhar para a pandemia que vivemos. Este texto foi publicado originalmente no dia 16 de maio e faz parte de um lote de trabalhos relacionados com a covid-19 que o DN está a republicar.

Doentes com covid estudados: por que têm uns doença grave e outros não?

Ana Espada de Sousa é médica especialista em medicina interna, mas deixou a prática clínica há mais de dez anos para se dedicar à investigação. Hoje lidera o Laboratório de Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Lisboa e uma equipa de investigação do Instituto de Medicina Molecular, que "fez o confinamento no hospital e no laboratório" para estudar doentes com covid-19. O objetivo é descobrir o que leva a que uns desenvolvam a doença de forma grave e outros não. A descoberta pode ser a chave para um novo medicamento e para a redução da mortalidade.

Doentes de covid. "Sabia que estava viva quando ouvia o bip do termómetro. Era a isso que me agarrava"

Paula e João são casados há 27 anos. Os dois tiveram covid-19. Ela esteve 68 dias internada no Hospital Curry Cabral, correu risco de vida. Ele foi o primeiro a ter sintomas e a ser internado, ficou 22 dias. Quando acordaram não se mexiam, não falavam. Tiveram de reaprender tudo. Este texto foi publicado originalmente no dia 27 de junho e faz parte de um lote de trabalhos relacionados com a covid-19 que o DN está a republicar.

"Reforço dos cuidados intensivos tem de avançar já, senão hospitais param"

Philip Fortuna é médico intensivista no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central. Desde março que trata doentes com covid-19 e espera que o anúncio feito pelo Governo no início do mês - mais investimento na medicina intensiva - não fique cativado e avance rapidamente, caso contrário não haverá a mesma resposta. Este texto foi publicado originalmente no dia 1 de julho e faz parte de um lote de trabalhos relacionados com a covid-19 que o DN está a republicar.

Estratégia de desconfinamento falhou. É preciso revê-la agora

PremiumNa semana em que o primeiro-ministro António Costa admitiu. que o país não aguentará mais um confinamento como o que tivemos, o DN pediu a quatro especialistas portugueses que explicassem aos leitores a sua visão sobre o que correu bem, o que falhou e o que é preciso fazer para se evitar o que tantos já anunciam: "O pior vai chegar no outono e no inverno." E para os quatro, Constantino Sakellarides, Aranda da Silva, Victor Ramos e Manuel Lopes, que se distinguem pelas funções na área da saúde e do medicamento, o momento de agir é agora.

"Estou convencido de que no início de 2021 já teremos vacinas disponíveis"

É médico, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e investigador do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, onde lidera o Laboratório de Imunologia Celular. Desde março que Luís Graça e a sua equipa têm em mãos dois projetos relacionados com a covid-19. Ao DN, fala dos resultados já alcançados no desenvolvimento de vacinas e do que ainda poderá vir a acontecer. Mas está hoje muito mais otimista do que há três meses.

"Importante agora é saber como agir na sua cidade e no seu bairro"

Com o número de casos de covid-19 a aumentar em Portugal e o mundo em suspenso à espera da tão temida segunda vaga, o DN republica a entrevista a Constantino Sakellarides em que o médico, ex-diretor-geral da Saúde e ex-presidente da Escola Nacional de Saúde Pública já deixa o alerta. Este texto foi publicado originalmente no dia 2 de maio de 2020 e faz parte de um lote de trabalhos relacionados com a covid-19 que o DN está a republicar.

OMS é insubstituível, mesmo sem os EUA.

PremiumDonald Trump oficializou nesta semana que os EUA iriam sair da Organização Mundial da Saúde. Três ex-dirigentes da saúde em Portugal, que ocuparam cargos na OMS, Maria de Belém Roseira, Constantino Sakellarides e Francisco George, e o ex-embaixador de Portugal na ONU, António Monteiro, falam sobre as consequências de mais uma decisão de "um menino (presidente) mimado" que visa os mais pobres. A única esperança é o eleitorado americano e a diplomacia.