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Administrações dos principais hospitais à espera do CEO do SNS

Os presidentes dos centros hospitalares universitários Lisboa Norte e Lisboa Central já terminaram os seus mandatos, os de Coimbra e do Algarve acabam no final do ano. E o próprio Fernando Araújo irá encerrar funções no do São João. Até agora, não se sabe se o ministério vai resolver já esta questão ou se esperará pelo início das funções executivas da direção executiva do SNS, mas no meio hospitalar há já quem diga que as decisões deveriam ser tomadas já.

"Há um problema grave de subdiagnóstico da demência em Portugal"

As estimativas indicam que existem cerca de 200 mil pessoas com demência no país, sendo a mais frequente a do Alzheimer. Mas qualquer uma envolve um forte impacto emocional, social e económico, com a agravante de que a maioria das vezes a doença não é diagnosticada ou é tardiamente. Neste dia mundial, Rosário Zincke, vice-presidente da Alzheimer Portugal diz haver ainda muitos profissionais, sobretudo dos cuidados primários, que não estão alerta aos sinais e muitos doentes acabam por ficar esquecidos e privados de cuidados. Falta uma rede de cuidados que articule cuidados de saúde e apoios sociais.

Enfermeiros fazem milhares de horas extras. INEM em picos históricos

Até a esta altura de agosto, o INEM do Algarve está a dar uma resposta diária a 300, 350 e até mais casos, nalguns dias, quando o máximo de outros anos era de 285. O dispositivo inicial já foi reforçado com mais uma VMER e dois técnicos em motociclos para os bombeiros. Nas urgências de Portimão, as equipas de enfermagem fizeram 1691 horas extraordinárias em 27 dias de julho. E, em Faro, no mesmo mês, demitiram-se sete enfermeiros. Por tudo isto, sindicatos e presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos dizem que o balanço até agora é o de que "está pior do que nos anteriores".

Se nada se fizer até ao Natal, próximo verão e seguintes serão piores

Alexandre Valentim Lourenço é ginecologista e obstetra e presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos. Há uma semana visitou quatro das maternidades afetadas pela falta de médicos nas urgências, entre as quais estavam a da Alfredo da Costa, em Lisboa, e a do Garcia de Orta, em Almada. Estas voltaram a encerrar serviços neste fim de semana. Alexandre Valentim Lourenço acredita que o pior ainda pode estar para chegar e defende que a discussão sobre a organização dos serviços desta área deve ser profunda, mas não pode levar três anos. A bem das utentes e do SNS.

Enfermeiros: total de escusas já ultrapassa as 6500

A Ordem dos Enfermeiros continua a receber declarações de escusa de responsabilidade. Até esta semana, o total era de 6541. A esmagadora maioria enviada por profissionais de Serviços de Urgência, mas também já há algumas de quem trabalha em unidades de cuidados de última linha, o que "é muito preocupante". A bastonária Ana Rita Cavaco acredita que o fluxo de declarações vai manter-se, porque "não são tomadas medidas de fundo para melhorar a contratação".

"ARS e ministério falharam na prevenção da crise nas urgências"

É médico obstetra no Hospital Santa Maria, professor catedrático de Ética Médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e foi o primeiro presidente eleito do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, de 2009 a 2015. Mas o currículo não termina aqui. Entre 2018 e 2019, foi vice-presidente eleito do departamento de Bioética do Conselho da Europa e é autor de muitas obras sobre questões da saúde sexual e reprodutiva e bioética. Ao DN aceitou falar sobre a crise nas urgências da sua área, defendendo que poderia e deveria ter sido evitada e que o problema da natalidade exige que sejam tomadas medidas que deem segurança aos utentes quanto à forma como se processam os cuidados pré-natais no país.

Novo vírus na China é de um tipo que "nunca chegou ao Ocidente"

Cientistas detetaram um novo vírus de origem animal em 35 infeções em seres humanos. Tudo indica que o Langya integra a família dos vírus Hendra e Nipah, conhecidos por serem raros, mas com uma elevada taxa de letalidade. Até agora, não há registo de transmissão entre humanos. O infecciologista Jaime Nina explica ser normal o aparecimento de novos vírus todos os anos. "Uns dão poucos casos, outros dão a volta ao mundo, como o SARS-CoV-2."

Farmacêuticos querem levar medicamentos a casa ou aos lares

O projeto de dispensa de medicamentos hospitalares nos locais onde estão os utentes tem a assinatura da Ordem dos Farmacêuticos, da Ordem dos Médicos e de associações de doentes. Todos concordam que a proximidade não pode parar nas farmácias. A experiência com a pandemia demonstrou isto mesmo, que mais proximidade traz mais satisfação aos utentes e poupança ao sistema. O projeto foi apresentado à tutela em 2021, mas ainda não há respostas.