Artur Barrio vence o Prémio Fundação EDP de Arte 2016

O nome do vencedor foi hoje anunciado na sede da Fundação EDP.

O luso-brasileiro Artur Barrio venceu o prémio Fundação EDP Arte de 2016, anunciou hoje a instituição em conferência de imprensa na Central Tejo.

Artur Alípio Barrio de Sousa Lopes, 72 anos feitos anteontem, nasceu no Porto em 1945 e foi viver para o Brasil aos 11 anos. Estudante de Belas-Artes no Rio de Janeiro em 1967, começa nesse ano a expor os seus desenhos. Dois anos depois mostra as suas Situações no Museu de Arte do Rio (MAR). Estas obras, de grandes dimensões, utilizam materiais como lixo, papel higiénico, detritos humanos e carne.

Uma das obras com mais repercussão foi Trouxas Ensanguentadas, um trabalho de intervenção no espaço público em que Barrio usa os volumes feitos de detritos que parecem corpos.

É um ativista contra a ditadura militar brasileira e em 1969 escreve um manifesto contra as categorias tradicionais da arte e sua relação com o mercado.

Na Fundação EDP agradeceu o prémio que considera um "reconhecimento e um incentivo" para continuar a trabalhar.

O prémio distingue artistas com carreira consolidada e é atribuído de dois em dois anos. Artur Barrio é o sétimo artista a ser distinguido juntando-se a:

- Lourdes Castro (2000)

- Mário Cesariny (2002)

- Álvaro Lapa (2004)

- Eduardo Batarda (2007)

- Jorge Molder (2010)

- Ana Jotta (2013)

Além de um prémio pecuniário de 50 mil euros, o artista é convidado a organizar uma exposição que revisita a sua obra, num período de 2 a 3 anos depois de vencer o prémio.

Ana Jotta, a última vencedora, verá o seu trabalho exposto em Lisboa no último trimestre deste ano, anunciou o diretor do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT). A exposição pode ter lugar num espaço que não é a Central Tejo nem o novo edifício, acrescentou Pedro Gadanho.

(atualizada às 17.00)

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