Um disco antes da pausa: o princípio do fim?

Foi lançado Made in the A.M., quinto disco da boy band One Direction e o último antes do anunciado hiato para 2016 depois da saída de um dos fundadores. Será este o canto do cisne?

"This is not the end" ("Isto não é o fim"), repete Louis Tomlinson, dos One Direction, em History, a última canção do quinto álbum do grupo, Made in the A.M., editado na sexta-feira. A verdade é que desde que a boy band britânica anunciou um hiato para 2016, pouco depois de Zayn Malik, um dos fundadores, ter abandonado a meio a mais recente digressão mundial do grupo, que as dúvidas quanto ao futuro dos One Direction se adensaram ainda mais. Todavia, Made in the A.M. segue o caminho trilhado já no anterior Four (2014), estando longe de ser um disco de celebração de fim do curso. Mas, na verdade, a partir de agora tudo está em aberto.

Um dos dados mais curiosos em relação aos One Direction é como sempre se desviaram de muitos dos estereótipos associados às boy bands. Quando habitualmente este tipo de grupos criava uma imagem muito focada em coreografias ensaiadas ao milímetro, os One Direction fugiram sempre a isso, e Portugal foi testemunha por duas vezes (primeiro na Meo Arena, em Lisboa, em 2013, e no ano passado no Estádio do Dragão, no Porto).

Nas últimas décadas o som "tradicional" de uma boy band também passava, em grande medida, por canções pop com bases eminentemente eletrónicas, estabelecendo pontes ora com a música de dança ora com o r&b. Também aí os One Direction se desviaram do caminho expectável, prin- cipalmente a partir do terceiro álbum, Midnight Memories, uma autêntica celebração ao rock de estádio de nomes como Bruce Springsteen, Def Leppard ou The Who.

Maturidade na hora da despedida?

De facto, desde Midnight Memories que os One Direction têm trilhado um percurso muito próprio no contexto em que estão, afirmando-se como uma boy band que de ano para ano esgota estádios em todo o mundo e quebra constantemente recordes pelos milhares de discos vendidos, mas com canções que, se ouvidas com atenção, têm mais pontos de contacto com os discos dos pais de muitos dos seus fãs do que propriamente com o que atualmente domina os tops de música.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG