Tinta-da-china. 12 anos no Folio

Sempre gostei do Folio. A ideia de passar uns dias fora de Lisboa, dentro das muralhas de um castelo medieval, com tantos recantos onde apetece só sentar e ficar quieta, agrada-me. Juntar a isto boa música, ver boas exposições, ouvir e conversar com autores, rever amigos que só encontro nestas ocasiões, beber copos, dançar e principalmente visitar, devagar, livrarias onde descubro livros que não via há anos ou nem sabia que existiam, faz o resto.
Há uns meses, aceitei o desafio da Celeste Afonso, do José Pinho e da Julita Santos para pensar numa casa Tinta-da-china que abrisse no Folio, em Óbidos. Como fazer? Para além de trazermos todos os nossos livros, queríamos aproveitar a casa ao máximo, preparando uma programação consistente, que não nos envergonhasse, nem ao Folio.

No próximo fim-de-semana quando o Folio acabar, termina com ele esta nossa nova experiência que se tornou na comemoração dos 12 anos de idade da Tinta-da-china. E vamos terminar como começámos.
Na sexta-feira, 26, na nossa Casa, juntamos Abel Barros Baptista e José Pacheco Pereira a falar de liberdade. Desta vez, de liberdade de expressão; sábado, Rui Tavares e Bernardo Pires de Lima debatem a Europa actual e no domingo encerraremos falando de educação com Sérgio Niza, o mentor do Movimento Escola Moderna, Jorge Ramos do Ó e Joana Mortágua.

Antes disso um dos momentos altos do Folio este ano será, sem dúvida, o encontro de dois fora de série: Ricardo Araújo Pereira e Gregorio Duvivier. Eles vão entrar num bar onde nós seremos os clientes.
O fim-de-semana vai ser rico por aqui. Deem um salto a Óbidos e venham beber um copo connosco. É tudo de borla.

Bárbara Bulhosa, Editora Tinta-da-China

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