Tais Quais: música do Alentejo, com humor

Tim, João Gil, Jorge Palma, Vitorino, Celina da Piedade, Paulo Ribeiro e Sebastião: um mix musical

A história é na venda do Isaías, a que se transformou num "poço de alegria" com a chegada dos Tais Quais, o grupo que junta Tim, João Gil, Jorge Palma, Vitorino, Celina Piedade, Paulo Ribeiro e Sebastião, à volta da música que também ajudaram a elevar a Património Imaterial da Humanidade, o cante alentejano. Foi em junho do ano passado, em Serpa, a estreia. "Correu tão bem que continuámos a nos encontrar e começámos a fazer outras coisas em estúdio. Um ano e meio depois já havia muita coisa, foi muito engraçado", recorda Tim sobre o processo que agora culmina com a edição do CD Os fabulosos Tais Quais.

O projeto, que começou numa conversa entre João Gil, Vitorino e Tomé Pires, presidente da câmara de Serpa, a propósito da candidatura do cante alentejano a património da Unesco rapidamente passou ao palco e agora chega a disco. Entre rockeiros, cantautores e especialistas da música alentejana, uma presença acaba por surpreender - Serafim, o humorista com o melhor sotaque alentejano do país.

"Estava no espetáculo como uma espécie de MC, fazia stand up comedy, fala bem alentejano e não é daqueles falsos que se apanham nas anedotas. Correu bem, foi entusiasmante, muito bonito e o Serafim passou a fazer parte dos Tais Quais", conta Tim. Mas a presença do humorista entre músicos está longe de ser a maior surpresa do disco. Tim, Gil, Vitorino e Palma já tinham gravado juntos em 1996 quando, como Rio Grande, puseram o país a cantar a história do Postal enviado aos pais a assumir que "andamos do jeito que Deus quer, entre os dias que passam menos mal, lá vem um que nos dá mais que fazer."

Agora até se ouve o Circo de Feras em modo alentejano. Uma mudança de registo difícil para quem fez carreira no rock? "Não teve grande dificuldade porque temos grandes músicos e isso facilita qualquer mudança. Eles também não estão à espera que eu seja alguém que não sou, tal como eu não espero que a Celina seja outra. A ideia é trabalharmos juntos e foi um prazer poder acrescentar coisas que vêm do rock", conta o vocalista dos Xutos e Pontapés.

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