Spielberg e o seu "Amigo Gigante" passeiam em Cannes

Em Cannes, o DN esteve na conferência de imprensa e já viu o mais recente trabalho do realizador norte-americano. Uma primeira impressão.

Entre os muitos filmes que preenchem o dia de hoje da 69.ª edição do Festival de Cinema de Cannes, O Amigo Gigante (The BFG, no original), uma aliança entre Steven Spielberg e a Disney, esteve em destaque.

Apesar dos muitos aplausos no final da projeção do filme, que se apresenta fora de competição, o crítico do DN Rui Pedro Tendinha considera que "é impossível não disfarçar a sensação de que é um filme aquém daquilo que Spielberg já fez no universo de filmes infantis".

Durante a conferência de imprensa sobre esta história, que leva o espetador até à Londres de 1980 onde uma menina órfã (Sophie) conhece um simpático gigante do País Gigante, Steven Spielberg explicou que o livro de Rolad Dahl o acompanhou toda a vida.

"Na verdade, aquilo que procuro é apenas uma boa história. Quando li The BFG aos meus filhos, senti que assumia o papel do próprio gigante e, depois, a oportunidade surgiu - este não é um filme em que tenha estado a trabalhar durante dez anos...", explicou.

Questionado sobre quais são os seus sonhos para além do seu processo criativo, o realizador norte-americano confessou que, "de facto, os meus sonhos confundem-se com o meu próprio processo criativo". E sobre esta história, considera que, "na realidade, não se diferencia muito do que fiz até agora. Até os meus filmes históricos mais rigorosos fazem uso da imaginação para dar sentido à narração. De que trata este filme? Simplesmente do poder da imaginação".

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