Sete pisos dedicados à cultura na baixa do Porto

O Edifício Axa abriu na sexta-feira à noite as suas portas à cultura. Sete andares com mais de 50 salas que irão receber mais de 200 eventos culturais até outubro.

O edifício na Avenida dos Aliados, no Porto, iluminou-se na sexta feira à noite e passou a ser a nova sede cultural da Invicta. As janelas das mais de 50 salas do edifício abriram-se para mostrar ao público curioso que afluía à avenida o concerto de música clássica que pautou a inauguração das atividades culturais a desenvolver pelo edifício.

Segundo Hugo Neto, o diretor geral da Porto Lazer, a empresa municipal que se encontra por trás do Projeto 1.ª avenida, responsável pela dinamização cultural da baixa. "São mais de 200 os eventos culturais a decorrer até outubro e esta é só a base", explica. A Casa da Música, o Museu de Serralves, o Balleteatro, a Academia Contemporânea do Espectáculo, o Esmae Banda Sinfónica Portuguesa e a Shortcutz são os parceiros que irão usufruir do espaço, a par de jovens artistas contemporâneos emergentes, que têm a possibilidade de mostrar o seu trabalho ao público.

Filipe Cortez é um desses artistas. No sétimo piso já tem em exposição Epidemologia, uma instalação que, segundo o próprio divulgou ao DN "visa retratar o envelhecimento arquitetónico do espaço, o fenómeno natural do envelhecimento." Para si, tal como fez questão de frisar, "este espaço alternativo de exposições representa, sem dúvida, uma oportunidade para os jovens artistas se promoverem." Hugo de Almeida Pinho é outro dos artistas cujo trabalho está presente no edifício Axa. A intalação, denominada Buraco Branco, expõe em slides fotografias que o próprio tirou aos buracos de parede na zona oriental do Porto. "Uma metáfora", explicou o próprio ao Diário de Notícias, "para trazer um pouco da zona degradada da cidade portuense, à baixa." Na janela da sala que ocupa, há um pequeno buraco branco que deixa antever a paisagem de fora. Acaba por criar também um jogo de luzes que dá a antever uma espécie de quadro tridimensional fora da tela.

Passando por todas as áreas da arte, o Espaço Axa vai também receber em residência críticos de arte, colaboradores e curadores. Tal como José Maia refere, "no Porto há os espaços institucionais e os independentes. O Edifício Axa ocupa sobretudo um lugar intermédio que alia a informalidade e a interatividade com os visitantes."

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