Se a morte perguntar, César Mourão, a velha, não está

O ator e humorista leva essa velha ao Teatro da Trindade. Mas desta vez a sério. Ou nem tanto. Tanto quanto a vida lhe permite, talvez

"Eu sempre tive facilidade em interpretar velhas. Gosto muito da terceira idade, de pessoas com história. E depois gosto muito de humor também. Gosto muito de comédia. Gosto muito de amor, histórias de amor. Então tentámos juntar isso." Esperança - A Velha, que estreou ontem no Teatro da Trindade, em Lisboa, não é a primeira vez em que César Mourão dá vida a uma velha, mas nesta "comédia poética", diz, será diferente.

Encontrámo-lo antes de um ensaio da peça. Diz ao DN que as pessoas vão estranhar, que esperam "palhaçada" e não a vão encontrar assim. O humor, sim, estará lá, mas trata-se sobretudo de um "regresso" às raízes do ator formado pela escola do Chapitô e pela Universidade de Lagoa, no Rio de Janeiro: o teatro. "Tenho essa velha em mim", conta César ou, a partir desta noite, Dona Esperança no palco. Que velha? "Seja ela qual for, não essa dos Globos de Ouro [que interpreta], não aquela da igreja, são todas, é uma mistura de todas as velhas. Mas sei perfeitamente o andar dela, a postura dela, o timbre de voz, isso eu sei."

Esperança - A Velha. Velha, mas "a última a morrer", e foi por isso mesmo que Francisco Pombares, que assina a dramaturgia do monólogo com César Mourão - depois de trabalharem juntos na série televisiva Sal -, escolheu esse nome. E Esperança não só é a última a morrer como faz finca-pé nisso. Talvez não fossem preciso razões para o fazer, mas nesta peça são nos dadas.

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