Saudades do Ben-Hur de 1925 e 1959...

Ben-Hur, Timur Bekmambetov

Já há alguns anos com uma relação forte com a máquina de produção de Hollywood, o cineasta russo Timur Bekmambetov especializou-se em filmes de "ação" (a palavra é, como sempre, equívoca) em que uma certa estilização visual faz, por vezes, lembrar componentes da banda desenhada. Nesta perspectiva, o seu trabalho mais interessante continua a ser Procurado (2008), um thriller enérgico e sofisticado, protagonizado por Angelina Jolie.

Agora, Bekmambetov embarca numa tarefa "impossível": revisitar a epopeia de Ben-Hur, de alguma maneira assombrada pela excelência das anteriores versões de 1925 e 1959 (esta ainda recordista dos Óscares, com onze estatuetas douradas).

Os resultados são irremediavelmente frustrantes, confundindo a proliferação de manipulações digitais - desembocando na emblemática corrida das quadrigas - com a criação de espectáculo. Aliás, os problemas do filme começam antes, na construção de um argumento que, porventura acreditando na memória cinéfila dos espectadores, pouco faz para conferir espessura dramática às personagens.

Classificação: * Medíocre

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG