Royal Blood: "Tocar é como rir de uma piada de alguém"

São os novos meninos bonitos do rock e já receberam uma ovação de Jimmy Page, dos Led Zeppelin. Os Royal Blood tocaram quinta-feira em Lisboa. Antes, encontrámos Mike Terr, vocalista e baixista.

"Levam o rock a um novo patamar", a sua música é "como "lava a sair de um vulcão". Palavras de Jimmy Page, guitarrista dos Led Zeppelin, dirigidas aos Royal Blood, a quem este entregou recentemente o BRIT Award para Melhor Banda Britânica de 2014. Por cá, olhando para as t-shirts ontem à venda no Coliseu dos Recreios, antes do concerto em Lisboa, era difícil não recordar o momento em que o baterista dos Artic Monkeys, Matt Helders, vestia uma delas no festival de Glastonbury em 2013, ainda antes de o duo britânico formado por Mike Terr, na voz e no baixo, e Ben Thatcher, na bateria, editar qualquer canção.

Comecemos então por um quase princípio, como os Royal Blood fizeram na noite passada perante uma plateia repleta - que mostrou por que motivo o local foi alterado do Armazém F para o Coliseu - ao começarem com Hole, lado B do single Little Monster (2014). "Quase", pois, para que a história batesse certo, teriam de começar por Out Of The Black (2013), com que terminaram o concerto. Ora: Matt esteve nove meses na Austrália. Ao voltar, Ben esperava-o no aeroporto. E assim se faz uma banda a que muitos têm atribuído uma renascença do rock"n"roll.

Mike Terr, sentado com um ar paciente e uma t-shirt preta da banda britânica Turbowolf, a contrastar com os seus olhos azuis, explica melhor: "Nós estivemos em bandas desde que nos conhecemos, há cerca de dez anos, e passámos cerca de um ano sem estarmos juntos numa banda. Depois de dez anos, eu decidi cantar numa banda pela primeira vez, e tocar baixo numa banda pela primeira vez, juntámo-nos e isto foi o que aconteceu."

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