Ritual de Leuven da Bélgica e teatro de sombras chinês já são Património Imaterial

O ritual de Leuven da Bélgica e o teatro de sombras da China foram já hoje inscritos como Património Imaterial da Humanidade durante o VI Comité Intergovernamental da UNESCO, que em quase cinco horas só discutiu três propostas.

"Foi um dia muito difícil porque as regras de procedimento não são claras e então a única solução é votar. Estamos agora a falar de uma proposta chinesa do abaco e não temos consenso na sala", afirmou Ion de La Riva, relator do comité e embaixador espanhol.

Segundo Ion de Lan Riva, o comité vai continuar a trabalhar em privado hoje durante a noite para ver se consegue chegar a um consenso.

"Temos de pagar aos tradutores que custam muito dinheiro, estamos em tempo de austeridade e temos de encontrar uma solução", salientou.

O diplomata disse também que o fado deverá ser analisado no domingo.

O comité é presidido pelo embaixador da Indonésia junto da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura), Aman Wirakartakusumah, e é constituído por 24 países, entre eles, Espanha, Quénia, Japão e Venezuela.

No domingo, os 24 delegados vão analisar mais de 30 candidaturas para inscrição na lista do Património Imaterial da Humanidade, entre as quais o Fado.

A candidatura portuguesa é uma das sete melhor recomendadas pelo Comité de Peritos da UNESCO, ao lado da do conhecimento dos jaguares, pelos xamãs da tribo ameríndia colombiana Yurupari, da música Mariachi, do México, das danças Nijemo Kolo da Dalmácia (Croácia), da música e dança tsiattista do Chipre, e a cavalgada de reis da Morávia (República Checa).

Há uma candidatura transnacional partilhada pelo Mali, Burkina-Faso e Costa do Marfim que é a das práticas e expressões culturais ligadas ao "balafon" das comunidades Sénoufo do Mali, Burquina-Faso e Costa do Marfim.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG