Recuperação de monumentos algarvios custa 14 mil ME

Um estudo da Direção Regional de Cultura do Algarve identifica 59 monumentos que precisam de obras de preservação e segurança, com custo total de 14 mil milhões de euros, que deverá ser obtido e aplicado a longo prazo.

Em entrevista à Lusa, a diretora regional de cultura do Algarve, Dália Paulo, esclareceu que o Plano Regional de Intervenções Prioritárias do Algarve (PRIPAlg) é uma espécie de radiografia do estado do património cultural da região, que deverá ser concretizado a longo prazo com recurso a fundos comunitários.

De acordo com o PRIPAlg, para concretizar as dez obras mais urgentes seria preciso um investimento superior a 1,5 milhões de euros, mas Dália Paulo planeia angariar perto de cinco milhões no prazo de quatro anos.

Entre os dez primeiros monumentos com necessidade de obras urgentes está o Forte de S. Luís de Almádena (Vila do Bispo), seguido da Cruz de Portugal (Silves), o Convento de Nossa Senhora da Assunção (Faro), Ermida de Nª. Sª. da Conceição (Alcoutim), a Fortaleza de Faro, a Igreja de Santo António (Lagos), o Forte de Santa Catarina (Portimão), as Muralhas de Silves, o Cerro do Castelo de Santa Justa (Alcoutim) e a Ponte Velha de Silves.

Como caso exemplar da necessidade urgente de obras, o estudo aponta o Forte de S. Luís de Almádena, Vila do Bispo, "face ao potencial risco que correm os visitantes, dada a proximidade das arribas e a inexistência de sinalética de perigo". Aquele forte já está a ser alvo de um projeto no âmbito do Polis Litoral Sudoeste.

Aponta ainda o Museu Municipal de Faro, cujo edifício apresenta "patologias graves nos elementos pétreos do claustro, que impõe recuperar de modo a manter a sua estabilidade estrutural".

Em 2012, a Direção Regional de Cultura só avançou com três projetos financiados pela União Europeia devido à inexistência de orçamento para a participação nacional em outras candidaturas.

Dália Paulo disse que o próximo orçamento terá uma transferência de cerca de 250 mil euros do Orçamento de Estado, o que permitirá apresentar candidaturas que careçam de contrapartida nacional.

Os monumentos referidos no PRIPAlg têm diferentes proprietários, sendo 32 imóveis de propriedade estatal ou municipal, 13 da Igreja Católica e 14 de proprietários privados.

Parte do investimento total indicado neste estudo tem como objetivo a compra de alguns imóveis classificados que são de propriedade privada e que carecem de maior atenção.

A diretora regional de cultura do Algarve explicou que este plano facilita a classificação de prioridades quando surgirem possibilidades de candidaturas aos apoios comunitários.

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