Quando o autor da crónica nos fala do palco. É Charlie?

Na revista ao vivo Cabide, perguntou-se quem é Charlie Hebdo e pensou-se Lisboa. Hoje continua no Teatro da Trindade

Ao entrar no palco da revista Cabide, o jornalista João Paulo Baltazar perguntava ao arquiteto Manuel Graça Dias se a história de um projeto arquitetónico também podia começar com um "era uma vez". "Todas as histórias se podem começar com "era uma vez"", respondia o arquiteto. Pois era uma vez uma revista ao vivo que ontem e hoje decorre no Teatro da Trindade, em Lisboa. O editorial, as crónicas e as entrevistas sobem ao palco e correm no tempo. Não há suporte.

Mesmo o editorial, que os diretores Luís Alegre, designer, e João Pombeiro, jornalista, optaram por apresentar, ontem, em vídeo, não se repetirá. Nele falava-se de muros, ou não fosse a pergunta lançada pela segunda edição desta revista "E se os muros falassem?"

Primeiro artigo de opinião: João Miguel Tavares com O meu Charlie é maior do que o teu. Passava então justamente um mês desde o ataque terrorista à redação do jornal satírico em Paris. O jornalista começou por evocar "três avôzinhos num país onde até 2012 a reforma estava nos 63 anos". Ora, Georges Wolinski morreu com 80, Cabu (Jean Cabut) com 76 e Honoré (Phillipe Honoré) com 73 anos. Estavam a trabalhar, a desenhar e publicar cartoons.

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