Presidente, primeiro-ministro e muitos admiradores no adeus ao mestre Manoel de Oliveira

Amigos e admiradores começaram esta manhã a chegar à Igreja de Cristo Rei, no Porto, para prestar homenagem ao "mestre" Manoel de Oliveira.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, chegou esta sexta-feira pelas 14:45 à igreja do Cristo Rei, no Porto, onde decorreram as cerimónias fúnebres do realizador Manoel de Oliveira, que morreu na quinta-feira. No local também estiveram o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e muitos admiradores do realizador português para um adeus ao "mestre".

Um adeus com muitas palmas, desde a saída da igreja ao cemitério, quando a urna do realizador foi hoje no jazigo de família, no cemitério de Agramonte, no Porto, cerca das 16:20.

O ator norte-americano John Malkovich foi outra das personalidades que se deslocaram ao Porto para as cerimónias presididas pelo bispo do Porto, António Francisco dos Santos.

Na homilia que fez durante a cerimónia fúnebre que decorreu na igreja de Cristo Rei, no Porto, o bispo auxiliar do Porto, Pio Alves, considerou que este "era o filme que, na sua longa vida, Manoel de Oliveira não tinha pressa de rodar".

Pio Alves disse que o cineasta era "profundamente humano" e, por isso, marcado "pelas eternas perguntas do homem como criatura".

Manoel de Oliveira morreu na quinta-feira, aos 106 anos, na sua casa, no Porto, cidade onde nasceu a 11 de Dezembro de 1908. Era o mais velho realizador do mundo em atividade.

O último filme do cineasta foi a curta-metragem O velho do Restelo, "uma reflexão sobre a Humanidade", estreada em dezembro passado, por ocasião do 106.º aniversário.

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