Portugal tem de definir prioridades para a cultura

O secretário de Estado da Cultura alertou hoje que Portugal tem de definir prioridades de investimento na área da Cultura, no âmbito do quadro estratégico europeu 2014-2020, porque "atirar dinheiro para cima dos problemas não ajuda".

Em declarações à agência Lusa, à margem da conferência, em Lisboa, sobre o novo ciclo de financiamentos comunitários, Jorge Barreto Xavier explicou que Portugal tem até ao verão para definir onde quer investir na área da cultura para aquele período, entre 2014 e 2020.

"Devemos saber o que queremos fazer, quais as linhas de prioridade, se é na área de reabilitação patrimonial, se é na área das indústrias criativas, se é na área da geração de emprego e formação, se é na área da inclusão", enumerou.

Jorge Barreto Xavier não revelou o montante europeu destinado à Cultura, "porque a negociação está em curso", mas sublinhou que "atirar dinheiro para cima dos problemas não ajuda" e que Portugal precisa de ter "uma boa margem para trabalhar na parceria com a Comissão Europeia".

Na abertura da conferência "Perspetivas para a cultura no quadro estratégico europeu", que decorre hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o secretário de Estado adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António de Almeida Henriques, recordou que no ciclo de financiamento europeu que agora termina (2007-2013) foram gastos 197 milhões de euros em 340 programas, que geraram 248 milhões de euros de investimento.

Barreto Xavier admitiu que o "desenho [do apoio financeiro] não vai ser o mesmo", porque as intervenções "terão dimensões temáticas e não sectoriais".

"Eu concordo quando se diz que o dinheiro está limitado (...) Estamos a trabalhar no contexto das limitações que temos", disse.

A conferência de hoje é uma organização conjunta dos gabinetes dos secretários de Estado da Cultura e Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional.

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